Justiça para Marcus Matraga

Professor aposentado foi assassinado em 2016

Marcus Vinicius de Oliveira Silva, mais conhecido como Marcus Matraga

Colaboradora do blog, a jornalista Claudia Correia escreve sobre esse atentado cometido em 2016 e até hoje não resolvido pelo Judiciário da Bahia.

Instituições e familiares de Marcus Vinicius Oliveira cobram justiça

A morte do militante da luta antimanicomial e dos direitos humanos, Marcus Vinicius de Oliveira Silva, em Jaguaripe, completa cinco anos hoje (4 de fevereiro). O psicólogo foi assassinado numa emboscada, próximo ao seu sítio no distrito de Pirajuía, a tiros, por dois homens.

O professor aposentado da UFBa, reconhecido nacionalmente, é um dos inspiradores da Lei nº 10.216/2001, também conhecida como Lei Paulo Delgado, que instituiu um novo modelo de tratamento aos portadores de transtornos mentais no Brasil, privilegiando a assistência em serviços de base comunitária.

Marcus Matraga, como era conhecido, integrou o Conselho Federal de Psicologia (CFP), entre 1988 e 2007 e esteve em gestões dos Conselhos Regionais de Minas Gerais e da Bahia. Foi coordenador do Centro de Referências Técnicas em Psicologia e Políticas Públicas (CREPOP) do CFP entre 2004 e 2007. No Conselho Nacional de Saúde (CNS) participou da Comissão Nacional de Saúde Mental, como representante do Fórum Nacional de Trabalhadores de Saúde (FENTAS). Foi, ainda, integrante da Comissão Nacional de Reforma Psiquiátrica de 1994 a 1997.

Com a pandemia, devido às dificuldades para manter o acompanhamento presencial do processo judicial, iniciado em 2016, a família de Marcus, que reside em Minas Gerais, está sem informações atualizadas sobre o caso. Por isso, familiares encaminharam E-mail solicitando uma reunião com a procuradora-geral do Ministério Público Estadual, Norma Angélica Cavalcanti, para continuar o monitoramento com o apoio de colegas do professor e representantes de entidades.

Segundo a irmã de Marcus, a jornalista Heloisa Aline Oliveira, a família, as instituições que ele integrava e os amigos estavam preparando uma grande manifestação em Salvador neste 4 de fevereiro, para cobrar das autoridades uma resposta para o caso, mas as ações foram abortadas em função da Covid-19.

O promotor Davi Gallo Barouh, designado para acompanhar o caso, informou que por determinação da presidência do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia, as Varas Crimes das Comarcas do interior estão migrando para o Sistema PJE (processo eletrônico), cujo acervo dos cartórios está sendo digitalizado. Por este motivo, segundo ele, neste momento “não é possível verificar o andamento do processo tendo em vista que o mesmo se encontra na unidade responsável pela digitalização, situação que não permite a visualização das peças digitais”.

Claudia Patrícia Diniz Correia

Assistente social Cress 1.777 5a Região/Ba

Jornalista 3284 DRT-Ba


7 comentários sobre “Justiça para Marcus Matraga

  1. Parabéns ao blog, importante divulgar notícias desse tipo. Precisamos furar o bloqueio da mídia favorável aos criminosos.

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  2. Só muita união para evitar que o crime triunfe. A corte maior, o STF só decide a favor de criminosos, então só o povo para botar esse país nos trilhos. Justiça para Marcus Matraga!

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  3. Sempre assim no Brasil, quando surge alguém para lutar por quem não é ouvido pela sociedade logo é deletado. Justiça? Não acredito que haverá. quem mandou matar deve ser muito poderoso e compra logo uma banca de advogados e os juízes vão ficar adiando as audiências, os prazos.

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