Os caminhos das mandalas de Paola Publio

Mais uma ótima colaboração de Claudia Correia (*) ao blog. Desta vez, ela traz aos leitores o belo trabalho que Paola Publio realiza no Recôncavo da Bahia. Boa leitura:

Paola Publio

A artista plástica Paola Publio revela em cores e linhas no seu trabalho, através da pintura, traços do seu efervescente cotidiano. Do seu encontro com as tintas, pincéis e cores espalhados por todos os cantos a força de sua ancestralidade se expressa através de mandalas de rara beleza.

Natural de Petrolina, Pernambuco, de mãe angla indiana, Paola Publio exibe as marcas de sua herança cultural nos olhos do corpo e da alma, presentes também em sua obra.

Ela adotou Cachoeira como sua terra, mora e cria entre ambientes sagrados. A arte sacra católica materializada na arquitetura majestosa do  Convento da Ordem Primeira do Carmo em Cachoeira, na Bahia e o Rio Paraguaçu, morada sagrada das deusas das águas, receptáculo de oferendas aos orixás ancestrais. Nesse entroncamento pleno de significados, a artista cria e recria imagens fundamentais para todos os sagrados: o círculo, a roda, a geometria visível da unidade do divino, de sua imanência sem principio nem fim, onde tudo começa e acaba num mesmo ponto. 

Para Paola, esse desenho preciso, disciplinado, harmônico, contido, intenso, perfeito, mostra o caminho de seu próprio questionamento espiritual bem como a irradiação de uma identidade ancestral. Nas suas obras, os tempos se entrelaçam, sem começo e fim definidos, fluem livres. Seu trabalho pode ser contemplado em exposições em eventos culturais e nas redes sociais

@paoladasmandalas e www.facebook.com/MandalasPaola

Ela também promove oficinas em escolas do Recôncavo Baiano e entidades assistenciais como a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), de Santo Amaro. Apesar do distanciamento social para o combate à pandemia da Covid-19, ela integra o projeto Máscaras pela Vida, idealizado pela fotógrafa Manuela Cavadas e pela produtora Manuela Formosinho para a produção de peças únicas de máscaras que serão rifadas. O objetivo é arrecadar recursos para doar cestas básicas para o Movimento de Catadores e Catadoras de Alagados, em Salvador. A rifa será dias 30 de maio e 30 de junho, no canal Máscaras pela Vida SSA, no YouTube. Para participar é só acessar @mascaraspelavidassa, escolher as peças e selecionar quantas cotas quer contribuir. Cada bilhete custa R$25,00 e não há limite para a compra.

A Mandala : fonte de inspiração e simbolismos

A palavra Mandala em sânscrito significa “círculo sagrado”, de concentração de energia, e universalmente é o símbolo da integração e da harmonia.  Ela é utilizada por diversas civilizações ao longo dos séculos, por seu significado e por todo o seu potencial terapêutico.

As cores desempenham um papel importante na nossa percepção visual, uma vez que influenciam nossas reações sobre o mundo que nos rodeia.

O uso da cor como recurso terapêutico tem origens egípcias. O efeito das cores influencia em diferentes frequências nos hormônios produzidos pelo cérebro humano, especialmente a melatonina e a serotonina. Mas, afinal existe uma relação das cores com nossa energia? Segundo a artista, dentre vários outros benefícios, o vermelho é uma cor estimulante, que afasta a depressão e o desânimo. Já o amarelo age sobre o sistema nervoso, ajudando no combate a manias e fixações obsessivas. O laranja aumenta o otimismo, a criatividade e a coragem, enquanto o verde e o azul são calmantes e aliviam a ansiedade. Já o violeta, além da ação calmante, ajuda no equilíbrio espiritual, enquanto o anil ajuda na corrente sanguínea e processos de coagulação.

Para os especialistas, quando criamos ou contemplamos uma mandala ativamos forças inconscientes que buscam o nosso equilíbrio psíquico, restabelecendo a saúde interior. Ela facilita a meditação e é capaz de inspirar processos de cura, estimulando a energia espiritual, promovendo o relaxamento e acalmando a mente.

A busca de uma fusão entre a forma e o intangível do divino por meio da mandala surge espontaneamente de algum remoto arquivo interior evocativo da circularidade de Shiva ou da cosmogonia de Buda. Mandalas sempre foram objetos ritualísticos, pontos focais para meditação no Hinduísmo, no Budismo, no Ioga, nas práticas do Tantra.

Mandalas despertam a alma. Porque são movimento, porque as rodas giram, porque querem que a vida se movimente, porque levam em sua essência a memória de rituais que objetivam se aproximar de atributos divinos. Porque desde o século VIII a.C. foram usadas como caminhos para a concentração, a estabilização do pensamento e a vivência de estados superiores de meditação.

(*) Claudia Correia, Assistente social, Jornalista, Mestre em Planejamento Urbano

ccorreia6@yahoo.com.br

Texto produzido a partir de arquivo de pesquisas de Paola Publio.

3 pensamentos sobre “Os caminhos das mandalas de Paola Publio

  1. Adoro mandalas, realmente acho que tem alguma coisa mística que me atrai. Tenho algumas e sempre fico no maior dilema para escolher, por mim levava todas. Vou participar, a causa é linda. Parabéns, Claudinha

    Curtir

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s