14 de março de morte: o mundo fica mais pobre em civilidade. Adeus, Marielle Franco

Marielle Franco foi a quinta vereadora mais votada do Rio. Foto – Reprodução Facebook Oficial

E o 14 de março de 2018 apresentaria outra morte emblemática no final da noite. A vereadora do PSOL do Rio de Janeiro Marielle Franco foi morta a tiros dentro de um carro na Rua Joaquim Palhares, no bairro do Estácio, na Região Central do Rio de Janeiro, por volta das 21h30 desta quarta-feira (14). Além da vereadora, o motorista do veículo, Anderson Pedro Gomes, também foi baleado e morreu. Uma outra passageira, assessora de Marielle, foi atingida por estilhaços. A principal linha de investigação da Delegacia de Homicídios é execução. Marielle havia participado no início da noite de um evento chamado “Jovens Negras Movendo as Estruturas”, na Rua dos Inválidos, na Lapa.

Uma dia antes de ser assassinada, Marielle reclamou da violência na cidade, no Twitter. No post, ela questionou a ação da Polícia Militar. 

Mais um homicídio de um jovem que pode estar entrando para a conta da PM. Matheus Melo estava saindo da igreja. Quantos mais vão precisar morrer para que essa guerra acabe?

Na mesma rede social, Marielle chamou o 41° BPM de “Batalhão da morte”, no sábado (10).

Marielle tinha 38 anos e se apresentava como “cria da Maré”. Ela foi a quinta vereadora mais votada do Rio nas eleições de 2016, com 46.502 votos em sua primeira disputa eleitoral.

Socióloga formada pela PUC-Rio e mestra em Administração Pública pela Universidade Federal Fluminense (UFF), teve dissertação de mestrado com o tema “UPP: a redução da favela a três letras”. Trabalhou em organizações da sociedade civil como a Brasil Foundation e o Centro de Ações Solidárias da Maré (Ceasm). Coordenou a Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), ao lado do deputado estadual do PSOL Marcelo Freixo.

Independente do que concluir a investigação, a barbárie presente neste crime entristece a todos que desejam que o Brasil seja um país com predomínio da civilidade, da ordem e do progresso na prática, não só na bandeira. A sensação é que o crime vence as batalhas diárias tendo a seu favor leis que menos se preocupam com as vítimas.

Marielle Franco, de azul e amarelo, em evento na Lapa – Reprodução – Facebook

Leia mais aqui…

Resumo das notícias

Ouça o comentário da jornalista Malu Fontes, aqui…

‘Foi uma rajada de um segundo’, diz assessora de Marielle. ‘Sobreviver é muito cruel. Queria a Marielle viva, o Anderson vivo’

‘Não consigo acreditar que ela não vai voltar para casa’, diz viúva de Marielle

Vídeo mostra perseguição dos carros dos assassinos

Homenagem do deputado Marcelo Freixo a Marielle Franco em sua página de Facebook


 E uma homenagem do designer Pedro Souza

Um pensamento sobre “14 de março de morte: o mundo fica mais pobre em civilidade. Adeus, Marielle Franco

  1. A investigação precisa ser séria e imparcial. Marielle mexeu com poderosos. Não podemos baixar a guarda, temos que insistir nessa investigação para que se descubra que matou a vereadora e por que matou.

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