Novo livro de Jolivaldo Freitas conta a história, mudanças e folclore da Avenida Sete

Chegou às livrarias e no site da Saraiva, no sábado,  20 de maio de 2017, o novo livro do escritor e jornalista Jolivaldo Freitas: “Histórias e Folclore da Mais bonita e antiga avenida de Salvador”. O livro é uma homenagem aos 101 anos da Avenida Sete de Setembro, a primeira grande artéria aberta em Salvador, com intenção de ser uma metrópole moderna, nos padrões europeus. Um projeto consequente do determinismo do governador José Joaquim Seabra, no início do século XX. Segundo o autor, “ele  queria transformar a capital baiana numa cidade dentro dos padrões modernistas de Paris e do Rio de Janeiro”.

Diz Jolivaldo Freitas que a obra foi polêmica e dividiu a opinião da população e dos meios de comunicação. O jornal A Tarde, por exemplo, criticou aquele que seria um gasto excessivo para uma obra que teria o objetivo de fortalecer JJ Seabra em sua carreira política. Também alertava para a intenção de se derrubar parte do patrimônio arquitetônico para dotar passagem à avenida, o que realmente aconteceu.

No livro, que mostra o que havia antes da implantação da Avenida Sete, quando se chamava Caminho da Vila Velha e depois Avenida do Estado; e posteriormente à nova artéria, naquilo que restou, hoje, com a saga imobiliária e a mudança de costumes. Na obra estão os primórdios, quando a região era habitada pelos Tupinambás, a chegada de Tomé de Souza com o chefe de obras Luís Dias – o “criador” da Cidade do Salvador – e depois a evolução com a avenida sendo aos poucos transformada em destino de moradias de nobres, grandes comerciantes e autoridades.

Jolivaldo Freitas

Revela Jolivaldo Freitas em seu livro, que para implantar a nova avenida, o governador Seabra decidiu derrubar o Mosteiro de São Bento, “mas foi demovido da iniciativa por causa do clamor popular. Tanto que a avenida quando sobe da Praça Castro Alves em direção ao Relógio de São Pedro faz uma curva”. Mas, conforme está no livro, a antiga Igreja de São Pedro, do século XVII, não escapou e foi destruída.

Neste trabalho o autor também conta coisas do folclore e da memória da avenida, como grandes ou famosas casas comerciais que se instalaram por lá em algumas épocas, como a loja Mesbla, a sorveteria Alaska e o Restaurante A Portuguesa. Revela a história de cada mansão ou o que existia por trás de cada edifício moderno que foi criado derrubando edificações em sua maioria no estilo clássico. O livro conta histórias interessantes de personagens que moraram ou trabalharam na avenida ao longo do tempo. Tempo em que ao escurecer a avenida parava para ouvir contrita a Hora do Angelus nos alto-falantes. O livro com design de Danilo Santana traz fotos antigas e ensaios do fotógrafo Sérgio Pedreira.

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