Momentos da 4ª Roda de Conversa sobre Tropeirismo em Vitória da Conquista

Foi um sucesso a 4ª Roda de Conversa sobre Tropeirismo em Vitória da Conquista, realizada na Casa Memorial Governador Régis Pacheco. 

Comemorando 10 anos em 2017, a ONG Carreiro de Tropa (Catrop) realizou esse evento sob a coordenação de Maris Stella Schiavo Novaes, historiadora, especialista em Educação, Cultura e Memória pela UESB; e Saulo Moreno Rocha, graduando em Museologia, pela UFSC.

Na primeira foto abaixo, você vê personalidades já conhecidas nesse blog: Maria da Glória (“Como Implantar Biblioteca Nas Casas Espíritas”); José Cláudio, com várias participações; e Fernando Fernandes Zamilute, autor de A Casa que Mora em Mim.

Maria da Glória, José Cláudio, Fernando Zamilute, Alba Garcez, Eulina Alves Gomes e Luciene Oliveira

Maria da Glória, José Cláudio, Fernando Zamilute, Alba Garcez, Eulina Alves Gomes e Luciene Ferraz de Oliveira

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Doutor José Cláudio Alves de Oliveira saboreia o "cafezim" enquanto pensa na palestra

Doutor José Cláudio Alves de Oliveira saboreia o “cafezim” enquanto pensa na palestra

Durante a 4ª Roda de Conversa sobre Tropeirismo em Vitória da Conquista, no sábado (18 de fevereiro), autores parceiros da Catrop lançaram e divulgaram seus livros. A Prof.ª Dr.ª Irlândia Maria Serra Negra Coelho Rocha (UESB), Prof.ª Dr.ª Isnara Pereira Ivo (UESB), Prof. Dr. José Cláudio Alves de Oliveira (UFBA) e o Prof. Me. José Luis Caetano da Silva (UESB) apresentaram obras de autoria coletiva e individual, resultantes dos trabalhos de pesquisa desenvolvidos nas instituições às quais são vinculados.

Prof.ª Dr.ª Irlândia Maria Serra Negra Coelho Rocha (UESB)

irlandiaDoutora pela Universidade de Barcelona(2013) área – Ciencias Sociales (Programa Geografía, Planificación Territorial y Gestión Ambiental), possui mestrado em Memória Social e Documento pela Universidade do Rio de Janeiro-UNIRIO (2000), graduação em História, licenciatura plena, pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (1997). Pesquisadora e escritora do envelhecimento demográfico no Brasil – Bahia, na cidade de Vitória da Conquista, técnica universitária da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. Foi diretora do Museu Regional de Vitória da Conquista/UESB no período de 2010-2012, onde coordenou diversas ações nas áreas de envelhecimento, gênero, memória e história.

Livro:

ROCHA, Irlândia Maria Serra Negra Coelho. Velhice, Planificação e Políticas Públicas.
Capa-VelhiceVitória da Conquista: Edições Uesb, 2016.

Velhice, Planificação e Políticas Públicas é uma obra que trata da educação em um amplo sentido com o propósito de levar ao entendimento da velhice (etapa da vida) e do envelhecimento (o processo) na perspectiva social de preparação do ser cidadão à luz dos Direitos Humanos. Considerando o fato de a expectativa de vida da população brasileira ampliar-se a cada dia, o livro surge como uma contribuição para tornar visíveis os problemas com os quais convive a pessoa idosa e apontar-lhe possíveis soluções por meio de planejamentos pessoal e estatal e da formulação e da efetivação de políticas públicas específicas.


Prof.ª Dr.ª Isnara Pereira Ivo
isnaraPossui mestrado (1998) e doutorado (2009) em História pela Universidade Federal de Minas Gerais. É professora do Programa de Pós-graduação em Memória: Linguagem e Sociedade da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, tem experiência na área de História, com ênfase em História do Brasil Colônia e Teoria e Metodologia da História. Atua, principalmente, nos seguintes temas: Sertão da Bahia, sertão de Minas Gerais, comércio interno colonial, escravidão negra no Brasil e na África, historiografia brasileira e Teoria da História. Atualmente desenvolve pesquisas sobre escravidão, comércio e trânsitos de culturas no império ultramarino português, com enfoque específico para os sertões da América portuguesa.

Livros:
IVO, Isnara Pereira. Homens de Caminho: trânsitos culturais, comércio e cores nos sertões da América Portuguesa. Século XVIII. Vitória da Conquista: Editora Uesb, 2012.

ue_202_032‘Homens de caminho’ focaliza os intercâmbios mercantis entre os interiores das antigas capitanias de Ilhéus e Porto Seguro, incorporados à da Bahia e anexados depois à de Minas Gerais. A autora define os espaços estudados, apresenta os agentes da apropriação territorial, colonização e trânsitos comerciais e caracteriza os caminhos pelos quais se empreendiam essas relações de trocas, que extrapolavam as afinidades sociais e culturais. Seu estudo dialoga com as fontes documentais e bibliográficas, desde as crônicas coloniais às elaborações fundamentadas em novos paradigmas teóricos e metodológicos. Aborda criticamente os fatos, confronta metodologias, ressalta o papel das vias de comunicação e do comércio legal e ilegal. Desvenda ainda os trânsitos de culturas de um a outro lado do Atlântico, as formas de pensar dos colonizadores e seus métodos administrativos, sem, no entanto, priorizar as iniciativas de bandeirantes paulistas, como preferiam os antigos historiadores. A historiadora concebe os sertões como múltiplos, assim como suas gentes que têm nomes, rostos e cores num espaço, considerado por ela, como social mestiço e multicor.

IVO, Isnara Pereira; PAIVA, Eduardo França. (Orgs.). Dinâmicas de mestiçagens no mundo moderno: sociedades, culturas e trabalho. Vitória da Conquista: Edições Uesb, 2016.

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A produção científica dos associados à Rede de Grupos de Pesquisa Escravidão e Mestiçagens reflete nossas preocupações em nos aproximarmos do passado, evitando projetar sobre ele conceitos, ideias, valores, categorias e definições que não existiram e que, portanto, não foram cultivados pelos agentes históricos com quem buscamos “dialogar”. Obviamente, não existem História e emprego de conceito que não sejam parcialmente anacrônicos; o sabemos. Entretanto, isto não significa aceitarmos que nosso campo de estudos se transforme em um horto de visões e de versões ficcionais e falseadas pela premência das intenções – boas e/ou más, pouco importa – de nosso viver coetâneo.

IVO, Isnara Pereira; PAIVA, Eduardo França; AMANTINO, Marcia. (Orgs.). Religiões e religiosidades, escravidão e mestiçagens. Editora Intermeios, 2016.

isnara-religCumpriram-se em 2016 onze anos de criação do Simpósio Escravidão: sociedades, culturas, economia e trabalho, sediado no Departamento de História da UFMG. Rapidamente o simpósio acabou por ser conhecido e reconhecido academicamente como Grupo Escravidão e Mestiçagens, transformado em Rede de Grupos de Pesquisa Escravidão e Mestiçagens-RGPEM, em 2015. E é sobre este alicerce que as pesquisas de seus afiliados vêm se desenvolvendo, sempre buscando discutir conceitos que giram em torno da história da escravidão e das mestiçagens. Isto não significa, entretanto, que os participantes comunguem da mesma perspectiva teórico-metodológica e se dediquem ao mesmo recorte espaço-temporal. Pelo contrário, o que atraiu e continua atraindo os pesquisadores para o grupo é exatamente a possibilidade diversa de diálogo e de trocas acadêmicas a partir dos objetos comuns de pesquisa. Além disto, o grupo tem procurado produzir histórias em perspectiva comparada, entendendo que o fazer histórico necessita de consonância com outras localidades, temporalidades e, acima de tudo, com outras historiografias. São as conexões, em maior ou menor escala, que dão sentido às aná¬lises desenvolvidas pelos pesquisadores.


Prof. Dr. José Cláudio Alves de Oliveira
jose-claudioDoutor em Comunicação e Cultura Contemporânea, pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), Brasil. Pós-doutorado em Comunicação e Tecnologias, pela UMinho, Portugal. Professor Associado I da UFBA. Coordena o Núcleo de Pesquisa dos Ex-votos e o Projeto Ex-votos do México (CNPq). Professor permanente do Programa de pós-graduação em Museologia (PPGMUSEU), e Ciência da Informação (PPGCI) da UFBA.

Livros

OLIVEIRA, José Cláudio Alves de. (Org.). Ex-votos das Américas: comunicação e memória social. Salvador: Quarteto Editora, 2015.

1907300A tradição católica de apresentar o resultado da fé na ação ou intervenção de entidades místicas, como os santos, é uma herança cultural que remonta aos povos pagãos do sul da Europa e que assumiu características peculiares no Brasil e na América Latina. O livro Ex-votos das Américas: comunicação e memória social relata reflexões acerca dos ex-votos e do seu significado que vai além dos objetos decorativos ou devocionais; são meios de expressão de um grupo social alijado e marginalizado pelo sistema hegemônico e dos processos massivos de comunicação. A abordagem dos autores propõe uma troca entre teorias e pesquisas e realiza incursão pela antropologia, museologia e outras ciências sociais aplicadas para apresentar um quadro multifacetado e culturalmente rico em que os ex-votos possam ser compreendidos também como arte, memória e meios de comunicação, plenos de significados. Além disso, possibilita ao leitor o vislumbre de como cada povo e cultura vivenciam as tradições milenares dos pagadores de promessas e aborda as semelhanças entre os povos das Américas, apesar de suas características próprias, o que enriquece o conhecimento sobre a tradição ex-votiva daqueles que reconhecem o valor cultural dessa tradição, hoje, tão própria dos latino-americanos.

Tempos de fé: devoções. Belo Horizonte: CEMIG/Centro de Arte Popular.

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Catálogo de exposição.


Prof. Me. José Luís Caetano da Silva

caetanoBacharel em Ciências Sociais pelo Instituto de Filosofia e Ciências Sociais IFCS, Universidade Federal do Rio de Janeiro UFRJ (1991), especialista em Antropologia pelo Programa de Pós Graduação em Antropologia Social PPGAS do Museu Nacional MN UFRJ (1995) e mestre em Sociologia/Antropologia pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais PPGCS, Universidade Federal da Bahia (2001), onde, também cursou doutorado (inconcluso) de 2003 à 2008. Tem experiência na área de Antropologia, com ênfase em Antropologia Urbana, Antropologia Organizacional e Etnologia Indígena atuando principalmente nos seguintes temas: políticas públicas, trabalho de campo, Estado nacional brasileiro, Pataxó meridionais e teoria antropologica. Membro estudante da Associação Brasileira de Antropologia – ABA desde 2006. Professor na Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia UESB desde 2000. Líder do Núcleo de Estudos em Comunicação, Culturas e Sociedades NECCSos desde 2003 e membro do Núcleo de Estudos em Trabalho política e Sociedade NETPS desde 2001.

Livro

SILVA, José Luis Caetano da. Mitos e ritos na Embratel. Análise antropológica de uma estatal. Vitória da Conquista: Edições Uesb, 2014.
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Neste livro, busca-se compreender as representações construídas por grupos hegemônicos no Estado nacional brasileiro após o golpe militar de 1964, por meio de uma etnografia de situações vivenciadas pelos empregados da Embratel e da análise de discursos ideológicos incorporados por estes empregados, seja no cotidiano de suas atividades na empresa, seja em eventos de capacitação implementados pelo Departamento de Desenvolvimento Humano (DDH).

Mais detalhes no site do Carreiro de Tropa

No Facebook https://www.facebook.com/Catrop/

e no O Tropeirismo no Brasil – HISTORIANET

Alguns depoimentos no YouTube:

Teaser Tropeirismo: O Ser Humano é a grande viagem – YouTube

4 pensamentos sobre “Momentos da 4ª Roda de Conversa sobre Tropeirismo em Vitória da Conquista

  1. Ótimas informações. O tropeirismo é meio que esquecido nos estudos acadêmicos. Esse encontro e os brilhantes trabalhos divulgados por esse blog jogam uma luz no tema. Parabéns!

  2. Dois dias de emoções, reencontros e aprendizado.Tambem de tristeza por perceber que nossa querida Vitória dá Conquista, está ficando sem memória histórica, não tem apoio para construir sequer um museu contando sua trajetória. Ainda bem que temos pessoas lutando para isso.

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