“Amor em Pedaços”

amor em pedaços final

Quer sair da mesmice no mundo das artes em Salvador? Então a pedida é a estreia nesta quinta-feira, 25 de fevereiro, no Teatro Xisto Bahia, nos Barris, em Salvador, a peça “Amor em Pedaços”. Cineasta, fonoaudióloga, diretora de TV, Ana Ribeiro adaptou e dirige a peça, que tem no elenco seus alunos/atores.

A temporada será de 25 a 28 de fevereiro e 3, 5, 17 e 18 de março, às 20 horas. No domingo, 28 de fevereiro, mais cedo, às 19 horas.

Amor em Pedaços - O passado

Amor em Pedaços – O passado

Amor em Pedaços - O passado

Amor em Pedaços – O passado

Amor em Pedaços - O passado

Amor em Pedaços – O passado

Amor em Pedaços - O passado

Amor em Pedaços – O passado

Ana Ribeiro informa que “Amor em Pedaços” é uma peça que tem como tema central a vida, os medos e os retalhos de recordações de uma mulher com a doença de Alzheimer, cuidada por uma neta e que se vê pressionada pela doença da avó, a perda de objetivos da sua juventude e a impaciência de seu namorado – retrato sem retoques da impaciência da sociedade diante de tudo.

Amor em Pedaços - O presente

Amor em Pedaços – O presente

Amor em Pedaços - O presente

Amor em Pedaços – O presente

Esta linha dramatúrgica, afirma a diretora, é uma adaptação da peça escrita por Luís Navarro “Um minuto pra dizer que te amo”. Para falar de seu passado, porém, cenas adaptadas da obra de Nelson Rodrigues, Caio Fernando Abreu e João Falcão serão utilizadas, mostrando que o doente de Alzheimer não é só o que é, mas também o que foi, o que viveu e o que traz de bagagem de vida, num conteúdo forte, explosivo e de amor extremo.

“Tenho desenvolvido uma metodologia que nasceu da mistura de estudos de neurociência e psicologia de coletivos que está dando muito certo com o teatro e que, se aqui houvesse alguma coisa séria na preparação de telejornalismo, já estaria sendo feita também nas escolas de comunicação”, afirma Ana Ribeiro.

14 pensamentos sobre ““Amor em Pedaços”

  1. Ainda tem apresentação de Amor em Pedaços! Dia 13 e 19 de março em Santo Amaro, no Teatro D. Canô e dia 17 e 18 de março, no Xisto Bahia, sempre às 20 horas. Quem perder, se arrepende!

  2. Fui e adorei. O retrato do carinho da neta com a avó com alzeimer. A agressividade e erotismo de paulo …o duelos das irmãs.
    Atuação perfeita dos atores. Não sei se é pra extrair o melhor do ator …mas em suas pecas vc utiliza poucos recursos audio visuais. Sinto falta nas peças de cenário e algum audio relacionado . Queria ter ficado pra o bate papo com os alunos da Ufba.
    Parabéns. Sucesso.
    Quando é a próxima? Rsrs

    • É um espetáculo que expõe o significado do termo “construção da personagem”. Tudo o que foi e é passível de retirada – maquiagem, cenário, figurino elaborado, etc – foi retirado. Em compensação, o trabalho do ator ganha tanta nitidez que parece que as coisas estão acontecendo do seu lado! É uma forma de mostrar ao espectador que a grande fantasia que vivemos com o teatro, acontece por causa do que o ator nos dá. Não que eu não adorasse ter acesso aos meios que as grandes produções têm… porém, o não ter, em termos de qualidade final, de compreensividade e sentimento, não sofre abalos.

  3. Reproduzo aqui um comentário do Professor Doutor Alex da Rocha sobre a peça

    Ana Ribeiro

    Comentário do Professor Doutor Alex da Rocha no Facebook:

    “Assisti “Amor em Pedaços” com prazer intelectual e alguma inquietação íntima. A peça é penetrante: doce e dramática, fala de uma realidade que é o cotidiano de muitos, especialmente na velhice e em convivência com ela. Um verniz de humor ameniza, mas não dissimula o terror do desconhecido e do inevitável. São forças gigantescas em combate na alma do espectador, deflagradas pela provocação dos atores no palco. A destacar, o uso magistral do silêncio, tão ou mais importante do que as falas e, nesse caso, empregado com rara mestria. A encenação pode ser muitas coisas, menos rasa. Vai desde um entretenimento sério até leituras provocadoras acerca da fragilidade humana, das relações de família, da decadência, da velhice e da morte e dos mistérios da comunicação a partir de um cérebro que, alterado, já não comanda o corpo e a fala do mesmo modo a que estamos acostumados em geral. É, sobretudo, uma experiência de amor, e é o amor que dá integridade aos pedaços em que a realidade figurada se estraçalha.”

  4. O dilema de um diretor é se a plateia concretizará aquilo que se imagina que ela verá. No caso de Amor em Pedaços… como apontar que estamos diante de um problema que ainda não sabemos resolver? Que uma pessoa com mal de Alzheimer não é uma “criança idosa”, mas um adulto com todas as raízes dos adultos, mas demente, sem acesso fácil ao que sempre lhe fez sentido? Assim nasce o motivo de escrever a adaptação de uma peça incomodamente amorosa – para que todos se coloquem diante de seu medo, de sua dor, de sua insegurança e finalmente enxerguem o medo, a dor e a insegurança em se perder de si mesmo que o doente de Alzheimer sente, em seus cada vez menores momentos de consciência plena…

  5. A estreia foi tão bonita… É muito bom ver que o trabalho está ali, feito, vivo e que o teatro encara o seu papel de perguntador com a mm determinação imemorial que o faz pulsante nesses milhares de anos.

  6. Vou logo na estreia.E maravilhoso ver atuação de Enaldo Portugal e yolanda dourado .
    Acompanho eles em toda turnê.
    Já vou divulgar e claro

  7. Enaldo é um ator maravilhoso, sou muito fã do seu trabalho. Parabéns pelo novo trabalho, desejo sucesso para todos.

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