Vá em paz, Britto…

Britto Cunha nos anos 60

Britto Cunha nos anos 60

Todos que chegavam para trabalhar na equipe de reportagem do jornal A TARDE, nos anos 90, tinham a sorte de encontrar um jornalista experiente, calmo, ponderado e sempre disposto a dar as melhores dicas para os mais jovens descobrirem caminhos e atalhos numa ótima apuração, construção do texto e publicação. Fui um desses sortudos. O editor Britto Cunha me passou ótimas lições não só de como fazer reportagens que seriam bem recebidas pelos leitores como me deu ótimos conselhos para o trato social. Enfrentar o estresse natural da redação, principalmente nos fechamentos de edições, com sabedoria e bom humor era mesmo com Britto Cunha.

Britto Cunha - jovem - no Bahia em Pauta

Vi pautas se transformarem em excelentes reportagens graças à argúcia de Britto. Um simples telefonema de alguém para o plantonista ou um desdobramento de uma reportagem publicada há dois, três dias tornava-se relevante no ponto de vista de Britto e, invariavelmente, se transformava em um material de primeira. Ganhavam os leitores, o jornal e o sortudo jornalista pautado para a reportagem. Britto foi editor também de A Tardinha, publicação mensal que estimulava premiação interna para quem fizesse as melhores reportagens; lembrava os aniversários de todos os funcionários (capital e interior) do jornal; publicava os eventos sociais e esportivos de A TARDE.
Ontem (domingo, 11 de janeiro) Britto se foi. Ficaram as lembranças, saudades, aquela dor de saber que a gente sempre adia um bate-papo, um encontro com pessoas tão boas em razão da roda-viva, dos pretextos da falta de tempo.
O blog faz essa sincera homenagem ao mestre Britto Cunha.
Britto Cunha nos anos 2000

Britto Cunha nos anos 2000

Leia mais, clicando nos links abaixo:

Bahia em Pauta: Morre Britto Cunha e a Bahia perde um de seus jornalistas mais elegantes e referenciais

A TARDE: Imprensa baiana perde Britto Cunha

Voz da Bahia: Familiares e amigos se despedem de Britto Cunha

7 pensamentos sobre “Vá em paz, Britto…

  1. Pingback: big brown: good bye, Brito Cunha __ | falandonalata1

  2. Caro Bonfa,

    Conheci o Brito Cunha e impressionava a educação. Diferente da maioria dos jornalistas que conheço. Só soube do falecimento segunda depois do almoço através de Olivinha. Disse que colocou a informação no “face”. Eu não tenho face, mas falo sempre com ela via wahts app ou telefone. Custa fazer uma ligação? Neguinho coloca agora no face e acha que todo mundo tem obrigação de tomar conhecime3nto. Iria ao sepultamento do bom colega que ele foi.
    Abs

  3. Pessoas com esse perfil são raras. Que pena que se foi, mas deixou um grande legado e para você foi muito importante tê-lo como colega e amigo.
    Abraços

  4. Bomfa, não tive a sorte de conhecer Britto, mas, sempre ouvi falar muito bem dele. Sincera e comovente homenagem que você presta a um profissional que honrou as páginas – nem sempre merecedoras de honra – dos jornais da Bahia.

  5. Bomfa querido:

    Foi com pesar que recebi a notícia do falecimento de Britto Cunha. Tive o prazer de ter convivido com ele. Mas já que temos fé e acreditamos que “uma vida não é tirada, mas sim transformada”, rezemos por ele.
    Abs

  6. Sinto muito também. A partida de um amigo é sempre dolorosa. Estava hoje pensando em não adiarmos encontros com as pessoas queridas, nunca sabemos a hora da partida. O que nos consola é saber que a morte não é o fim. A separação é temporária.

  7. Era uma pessoa maravilhosa. Gostava muito dele, embora não o visse há anos. Que seja feliz na vida seguinte.

    Bjs

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s