O centenário de Lupicínio Rodrigues

Lupicínio Rodrigues - capa de LP

Ainda sobre o mote do racismo (e mantendo o alerta ligado para quem quer transformar a torcedora do Grêmio em vítima) uma lembrança interessante: em 16 de setembro, Lupicínio Rodrigues completaria 100 anos de nascimento. É interessante a lembrança pela importância desse artista para a cultura nacional e também pelo fato dele ser um gremista de quatro costados. É, inclusive, o autor do belo hino do Grêmio. O blog lhe oferece a chance de conhecer mais do inventor do termo “dor-de-cotovelo” para as músicas que invariavelmente falam do fim de uma relação. Leia alguns aspectos da vida de Lupe e um artigo do cantor, publicado na Coluna Roteiro de Um Boêmio, do jornal Última Hora, em 6 de abril de 1963.

Lupicínio Rodrigues (Porto Alegre, 16 de setembro de 1914Porto Alegre, 27 de agosto de 1974) foi um cantor e compositor brasileiro.
Lupe, como era chamado desde pequeno, compôs marchinhas de carnaval e sambas-canção, músicas que expressam muito sentimento, principalmente a melancolia por um amor perdido. Foi o inventor do termo dor-de-cotovelo, que se refere à prática de quem crava os cotovelos em um balcão ou mesa de bar, pede um uísque duplo, e chora pela perda da pessoa amada. Constantemente abandonado pelas mulheres, Lupicínio buscou em sua própria vida a inspiração para suas canções, onde a traição e o amor andavam sempre juntos.
De 1935 a 1947, trabalhou como bedel da Faculdade de Direito da UFRGS. Nunca saiu de Porto Alegre, a não ser por uns meses em 1939, para conhecer o ambiente musical carioca. Porto Alegre era seu berço querido e todo o seu universo.
Boêmio, foi proprietário de diversos bares, churrascarias e restaurantes com música, que seguidamente ia abrindo e fechando, tudo apenas para ter, antes do lucro, um local para encontro com os amigos.
Torcedor do Grêmio, compôs o hino tricolor, em 1953: Até a pé nós iremos / para que der e vier / Mas o certo é que nós estaremos / com o Grêmio onde o Grêmio estiver. Seu retrato está na Galeria dos Gremistas Imortais, no salão nobre do clube.
Deixou cerca de uma centena e meia de canções editadas; outras centenas que compôs foram perdidas, esquecidas ou estão à espera de quem as resgate. Encontra-se sepultado no Cemitério São Miguel e Almas em Porto Alegre.
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Lupicínio Rodrigues - jornal Última Hora  Clique aqui e leia mais no blog do Berto Bertagna
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Lupicínio Rodrigues - Se Acaso Você Chegasse

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