O mapa da violência no Brasil. A Bahia nos primeiros lugares

O jornalista Paulo Bina, a respeito da reportagem do New York Times sobre a violência em Salvador, ressalva que “a coisa é pior”.
Com larga experiência e competência no jornalismo e cuidadoso com dados e estatística, meu amigo Bina relata:
reporteralagoas.com.br

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“Em mortes por 100 mil passados de 40, a segunda capital mais violenta, e a Bahia é a quarta. Quinze anos atrás éramos o segundo menos violento e o penúltimo era São Paulo. Lá, a coisa virou ao contrário e é o segundo estado/capital menos violento, perde apenas do Amapá, mas o próprio 7º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, admite que os números do Amapá não são confiáveis. Lembro que São Paulo tem o triplo da população da Bahia.
Veja esses dados oficiais. Primeiro sobre número de presos por 100 mil habitantes:
São Paulo – 633
Bahia – 134
Alagoas – 225
Agora as taxas de homicídios por 100 mil desses mesmos estados:
Alagoas – 62
Bahia – 40,7
São Paulo – 12,4
Onde mais se prende, menos gente morre pela brutalidade da nossa sociedade. Aliás, no Jornal Nacional e no Jornal das dez (Globo News) ninguém informou que entre os dados apurados para a América Latina e o Caribe que aponta para 100 mil mortes no ano passado, que a metade, 50 mil e quebrados, é do nosso Brasil cordial. Em 2011 esse número era de 47 mil, o que bem demonstra que todas as providências adotadas não foram capazes de refrear a nossa guerra civil. Somos quase uma Síria (em 12 meses) e, informa o Estadão “on line”, que o Ministério da Justiça reduziu quase à metade os recursos disponíveis para fiscalizar fronteiras (por aí entram armas e drogas, a mãe da maioria dos crimes,) e para o sistema prisional, a cada dia especializado em maltratar os poucos que caem em suas garras, sendo (vale o chavão) autênticas universidades do crime”.
E aqui, para você acompanhar: o Mapa da Violência 2013

3 pensamentos sobre “O mapa da violência no Brasil. A Bahia nos primeiros lugares

  1. Um verdadeiro descalabro. Estamos precisando dar ouvidos a Graciliano Ramos que citando outro autor escreveu. “É necessário espichar a escola para diminuir o cárcere”.

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