Obama! Barack!?… Bah!!!

Obama e a rede secreta - Noblat 120613

“Não se pode ter 100% de segurança e também 100% de privacidade e zero de incômodo. Como sociedade, temos de fazer certas escolhas”. A frase dita por Barack Obama decepcionou quem apostou em mudanças profundas com a chegada do primeiro negro à presidência do país mais importante do mundo, o império dos tempos modernos. Um negro chegou ao maior posto de comando dos Estados Unidos e a comparação era inevitável: no início dos anos 1950, Rosa Parks se negou a ceder seu lugar no ônibus a um branco e detonou a onda de protestos que resultou na luta pelos direitos contra a segregação racial. Quem imaginava que 50 e poucos anos depois um negro assumiria a presidência do país?
Hoje, as esperanças em mudanças profundas acabaram. Comprova-se, mais uma vez: os falcões é que mandam nos EUA. E o que são os falcões? É a denominação da ala mais belicista e conservadora que congrega os dois partidos principais (Democratas e Republicanos). São eles que mostram ao presidente até onde pode ir.
E quando Obama diz que “o governo encontrou o equilíbrio certo entre a necessidade de combater o terrorismo e a necessidade de proteger a privacidade” espionando as pessoas no mundo todo é que se torna fácil entender que Edward Snowden só poderia ser considerado traidor por esse grupo. Para o mundo, é o sujeito que abriu o jogo, isto sim, que mostrou que as redes sociais – principalmente – e os outros meios de comunicação são ferramentas que facilitam o trabalho dos espiões. Estamos sendo observados o tempo todo, como previa George Orwell em sua obra 1984 (aproveite, clique e leia em piauí! Espero sair com vida para escrever: O autor de 1984 fala do tiro que levou no pescoço, das perseguições políticas e de sua luta na Guerra Civil Espanhola).
Agora que soube da existência de escritórios da CIA e NSA em território brasileiro, o governo do Brasil ensaia um protesto. A mesma coisa fez alguns países europeus, que, no entanto humilharam o presidente da Bolívia. O avião que transportava o presidente Evo Morales, de Moscou a La Paz, teve que fazer, na terça-feira, 2 de julho, um pouso de emergência no aeroporto de Viena, na Áustria, depois que lhe negaram a permissão para pousar em Portugal e sobrevoar a França, informou a estatal Agência Boliviana de Informações (ABI). Terminaram por revistar o avião à procura de Snowden. Imagina isso acontecer com algum presidente das chamadas grandes potências? Nunca!
Clique e veja o vídeo
Dê uma olhada no material jornalístico abaixo, inclusive no texto sobre Guantánamo (último na lista) e terá a sensação de que Obama ou Bush pouca ou nenhuma diferença faz para quem é governado pelo império.
Artigo de Bob FernandesEspionagem da CIA, FBI, DEA, NSA… E o silêncio no Brasil
A patriotada do grampo americano, Elio Gaspari
Elio Gaspari, O Globo
A doutora Dilma e seu chanceler reagiram com indignação à revelação dos repórteres Glenn Greenwald, Roberto Kaz e José Casado de que a National Security Agency grampeia as comunicações nacionais e manteve um orelhão em Brasília. Essa contrariedade terá o mesmo peso da reação europeia às denúncias de Edward Snowden, o funcionário da Booz Allen que trabalhava no mundo das escutas: zero.
No século passado um secretário de Estado americano mandou fechar o serviço de quebra dos códigos de outras nações dizendo que “um cavalheiro não lê a correspondência de outro”. Era o tempo em que o presidente Franklin Roosevelt escondia um gravador em sua sala. Tinha o tamanho de um frigobar.
Em 1960, o mundo viveu uma crise quando a União Soviética derrubou um avião U-2 que voava a 20 quilômetros de altura, fotografando-lhe o território. Hoje U-2 é uma banda, todas as gravações de Roosevelt, John Kennedy e Richard Nixon cabem num iPod e o Google Maps fotografa o mundo.
Os americanos grampeiam e continuarão grampeando os outros, assim como fazem, com menos recursos, os ingleses, franceses e, sobretudo, os chineses. Esse aspecto tecnológico é irreversível. Pode-se negociar o compartilhamento de informações ou mesmo criar barreiras sempre vulneráveis, mas o governo brasileiro não fez o beabá, pois nem satélite próprio tem.
Se os companheiros não sabiam que a NSA grampeia suas comunicações, nem jornal leem. Há alguns anos a diplomacia canadense recusou-se a permitir que a Receita Federal examinasse um contêiner com equipamentos de comunicações que chegara à Alfândega do Rio. (O material voltou.)
Para os cidadãos americanos, ouvir os outros é o jogo jogado. Eles só se ofendem quando descobrem que, com o dinheiro dos seus impostos, o governo xereta suas vidas.
Leia a íntegra em A patriotada do grampo americano
Kit espião Obama - Sponholz
Kit espião Obama – Sponholz

Contradição
PF ajudou na espionagem

Polícia Federal atuou em conjunto com CIA e FBI, e agora vai investigá-los?

A ordem do ministro José Eduardo Cardozo (Justiça) para a Polícia Federal investigar a espionagem eletrônica de brasileiros pela Agência de Segurança Nacional dos EUA (NSA) esbarra num problema “técnico”: a estreita e oficial colaboração dos serviços de inteligência brasileiros com a CIA, o serviço secreto, e o FBI (a PF americana) em operações de investigação, busca e captura contra o narcotráfico. Leia mais na coluna Claudio Humberto.

Ex-técnico da CIA foi o responsável por revelar monitoramento nos EUA

Técnico de segurança Edward Snowden, 29 anos, em entrevista ao "Guardian"; ele revelou esquemas de monitoramento de dados dos EUA
Técnico de segurança Edward Snowden, 29 anos, em entrevista ao “Guardian”; ele revelou esquemas de monitoramento de dados dos EUA
Venezuela aguarda resposta de Snowden após aceitar pedido de asilo
Terra
O chanceler da Venezuela, Elías Jaua, informou nesta terça-feira que o ex-técnico da CIA, Edward Snowden (foto abaixo), não ratificou sua intenção de se asilar na Venezuela e assinalou que uma vez que ele o faça é preciso “ver as condições de segurança” para garantir a proteção do americano.
“Até agora (Snowden) não ratificou sua intenção de se asilar na Venezuela, o primeiro que temos que fazer é esperar sua vontade de se asilar e posteriormente fazer os contatos com o governo da Federação Russa para poder viabilizar sua viagem”, disse Jaua aos jornalistas durante um ato de governo no Estado de Miranda.
Leia mais em Venezuela aguarda resposta de Snowden após aceitar pedido de asilo
Brasil, leia também  Patriota: País não pensa em dar asilo a ex-agente da CIA
El Tiempo

Big Brother te vigila

Las pretensiones de Edward Snowden al  exponer los mecanismos abusivos de espionajes de la Agencia de Seguridad Nacional de Estados Unidos eran que “la gente lo supiera y decidiera” si aceptar o condenar las actuaciones de dicho organismo en el marco de una democracia.
Para sorpresa de la gente sensata, el chico malo es Snowden, acusado de traidor de la patria y no el héroe de una historia Orwelliana en la que Estados Unidos muestra su cara de estado policíaco al monitorear la vida privada tanto de sus nacionales como la del resto del planeta.
Más tenebroso ha sido “sentir” las presiones de Estados Unidos, hacia los países con solicitud de asilo, tanto que Wikileaks, decidió no revelar la lista de los últimos seis países a la que Snowden tocó la puerta para así evitar las injerencias.
Países del viejo continente que dictan cátedra sobre Derechos Humanos y se auto-proclaman demócratas liberales, quedaron con el velo descubierto y dejaron en evidencia la hipocresía sobre los ideales que profesan cuando vieron en riesgos los privilegios que tienen con Estados Unidos, relación que los asemeja cada vez más a “estados satélites”. Molesta entonces, que bajo esos discursos, que aplican sólo cuando les conviene, señalen,  condenen y sometan, a todos aquellos que están a “su criterio” por fuera de dichos ideales.
Valientes o finalmente soberanos, han sido los países de América Latina que accedieron a dar asilo a Snowden aun cuando a algunos de ellos les tocó desafiar las amenazas de perder importantes acuerdos comerciales con Estados Unidos, en perjuicio de sus economías en desarrollo, con tal de hacer valer el derecho que tiene un ciudadano perseguido por su patria de asilarse en otro país, consagrado en el artículo 14 de la Declaración Universal de los Derechos Humanos.  
Una persona que sacrifica su estabilidad emocional, profesional, económica e incluso de seguridad, puede ser tildado por cualquiera como un suicida social.  Eso, en un escenario de valores invertidos, en donde no importa sino el beneficio propio y donde pareciéramos ser indiferentes al riesgo de que la sociedad pierda el control sobre el poder y se consoliden atropellos a las libertades individuales, que en palabras del propio Snowden se trabajan como una “arquitectura de la opresión”.
Snowden, renunció a una vida plena por contarnos una verdad que sospechábamos pero que todavía en terreno de la duda, no dimensionábamos tan estructurada y sistematizada.  Lo hizo aun conociendo la persecución sin cuartel que ha tenido Assange y Bradley Manning quien lleva tres años de confinamiento solitario e inicia un juicio que lo enfrenta a cadena perpetua por el caso de Wikileaks.  
Snowden afirma que su principal miedo es que la indiferencia impida que el público detenga este abuso de poder. Por ahora, Big Brother aún nos vigila.
Brasil cobra esclarecimentos aos Estados Unidos sobre espionagem
O Globo (Fernanda Krakovics, Francisco Leali e Leonardo Cazes)
O governo brasileiro cobrou, neste domingo, explicações dos Estados Unidos sobre a espionagem de cidadãos e empresas brasileiras pela Agência de Segurança Nacional (NSA) dos EUA na última década, segundo documentos coletados pelo ex-técnico Edward Snowden, aos quais O GLOBO teve acesso. O Ministério das Relações Exteriores pediu esclarecimentos ao embaixador dos EUA Thomas Shannon e já acionou a embaixada em Washington para fazer o mesmo diretamente ao governo americano.
O Itamaraty também vai entrar com uma moção na Organização das Nações Unidas (ONU) pedindo aperfeiçoamento da segurança cibernética para evitar esse tipo de abuso por parte de um país. No plano interno, a Polícia Federal e a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) vão investigar se empresas sediadas no Brasil permitiram que a NSA tivesse acesso às redes de comunicações locais.
Leia mais em Brasil cobra esclarecimentos aos Estados Unidos sobre espionagem
NSA e CIA mantiveram em Brasília equipe para coleta de dados filtrados
O Globo (Roberto Kaz e José Casado)
Funcionou em Brasília, pelo menos até 2002, uma das estações de espionagem nas quais agentes da Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla em inglês) trabalharam em conjunto com a Agência Central de Inteligência (CIA) dos Estados Unidos.
Não se pode afirmar que continuou depois desse ano por falta de provas. Documentos da NSA a que O GLOBO teve acesso revelam que Brasília fez parte da rede de 16 bases dessa agência dedicadas a um programa de coleta de informações através de satélites de outros países. Um deles tem o título “Primary Fornsat Collection Operations” e destaca as bases da agência.
Satélites são vitais aos sistemas nacionais de comunicações, tanto quanto as redes de fibras óticas em cabos submarinos. O Brasil não possui nenhum, mas aluga oito, todos do tipo geoestacionário – ou seja, que permanecem estacionados sobre uma região específica da Terra, em geral na linha do Equador.
Leia mais em NSA e CIA mantiveram em Brasília equipe para coleta de dados filtrados de satélite
Leia também Brasil é um grande alvo, diz jornalista que divulgou denúncias sobre espionagem americana
Diário do Poder
Arrogância como resposta
Americanos se recusam a explicar sua espionagem contra brasileiros
Com a arrogância que o caracteriza, o governo dos Estados Unidos não responderá publicamente ao pedido de esclarecimento do Ministério das Relações Exteriores sobre seu sistema que espiona cidadãos brasileiros, denunciado um um ex-agente da NSA, agência de inteligência do governo americano. A denúncia é lastreada em farta prova documental. O assunto é tema de uma reunião na Embaixada dos Estados Unidos em Brasília na manhã de segunda-feira (8). A assessoria da embaixada diz que “aguarda orientações de Washington” para se manifestar sobre o tema.
As informações sobre espionagem aos cidadãos brasileiros vieram à tona a três meses da primeira visita de Estado da presidenta Dilma aos Estados Unidos. A visita da presidenta está prevista para 23 de outubro e foi confirmada pelas autoridades. A visita de Estado é considerada especial pelos norte-americanos por ser autorizada apenas a alguns parceiros.
O embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Thomas Shannon, está prestes a deixar o cargo. Para o lugar dele foi designada a diplomata Liliana Ayalde. A informação foi confirmada há um mês, mas por enquanto não há data para a substituição ocorrer. Ayalde é atualmente secretária assistente adjunta de Estado para Cuba, a América Central e o Caribe, no setor de Hemisfério Ocidental do Departamento de Estado Americano.
Por e-mail, o Departamento de Estado norte-americano informou que será dada a resposta apropriada ao pedido brasileiro. “O governo dos Estados Unidos vai responder apropriadamente a nossos parceiros no Brasil pelas vias diplomáticas e de inteligência. Não vamos comentar publicamente ou especificar supostas atividades de inteligência. Como política, deixamos claro que os EUA obtêm inteligência estrangeira do tipo coletado por todas as nações”, diz o texto.
Domingo (7) o governo do Brasil pediu explicações aos Estados Unidos sobre as informações referentes à espionagem das comunicações de cidadãos brasileiros pela Agência Nacional de Segurança daquele país (NSA, na sigla em inglês).
O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, disse que foram pedidos esclarecimentos aos Estados Unidos por intermédio da Embaixada do Brasil em Washington e também ao embaixador dos Estados Unidos no Brasil. O chanceler ressaltou que recebeu com “grave preocupação” a notícia de que contatos eletrônicos e telefônicos de seus cidadãos estariam sendo monitorados.
Patriota disse que o governo brasileiro lançará iniciativas na Organização das Nações Unidas (ONU) pelo estabelecimento de normas claras de comportamento para os países quanto à privacidade das comunicações dos cidadãos e a preservação da soberania dos demais Estados. O Itamaraty pretende ainda pedir à União Internacional de Telecomunicações (UIT), em Genebra, na Suíça, o aperfeiçoamento de regras multilaterais sobre segurança das telecomunicações.
O escândalo sobre o monitoramento das comunicações privadas de cidadãos e empresas de dentro e de fora do país pelo governo dos Estados Unidos veio à tona após Snowden revelar a prática. Os dados eram vigiados por meio do Prism, programa de vigilância eletrônica altamente secreto mantido pela NSA.
O norte-americano pediu asilo político a 21 países. Até o momento, Bolívia, Venezuela e Nicarágua se ofereceram para recebê-lo.
Dilma considera caso de espionagem ‘violação de soberania e de direitos humanos’
A presidente Dilma Rousseff afirmou na segunda-feira (8) que o episódio de espionagem no país “é violação de soberania e de direitos humanos”.
A fala foi após a cerimônia de lançamento do programa de ampliação do número de médicos no país, no Palácio do Planalto. O anúncio faz parte da série de “pactos” estabelecidos como prioridade pela presidente em resposta às recentes manifestações pelo país.
“Mas temos que ver sem precipitação, sem prejulgamento. Mas a posição do Brasil é clara. Não concordamos com interferências dessa ordem não só no Brasil”, disse a presidente.
Segundo o jornal “O Globo” publicou nesta segunda, pelo menos até 2002, funcionou em Brasília uma das estações de espionagem nas quais funcionários da Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA, na sigla em inglês) e agentes da CIA trabalharam em conjunto.
O texto de “O Globo” também mostra que existe um conjunto de documentos da NSA, datados de setembro de 2010, cuja leitura pode levar até a conclusão de que escritórios da Embaixada do Brasil em Washington e da missão brasileira nas Nações Unidas, em Nova York, teriam sido alvos da agência em algum momento. O jornal, porém, diz que não foi possível confirmar a informação e nem se esse tipo de prática continua.
Tais documentos da NSA foram vazados pelo técnico em informática Edward Snowden, que trabalhou para a CIA durante os últimos quatro anos. Em junho, o jornal britânico “The Guardian” publicou reportagens com as primeiras revelações de Snowden sobre o monitoramento de milhões de telefones e de dados de usuários de internet em todo o mundo.
O governo brasileiro enviou neste fim de semana ao embaixador brasileiro nos Estados Unidos e a seu semelhante no Brasil um pedido de explicações. Também decidiu, segundo ela, encaminhar uma discussão na União Internacional de Telecomunicações pedido para tomar medidas que assegurem a segurança cibernética.
“E, ao mesmo tempo, vamos apresentar proposta junto à Comissão de Direitos Humanos da ONU, uma vez que um dos preceitos fundamentais é a garantia da liberdade de expressão, mas também de direitos individuais, principalmente o da privacidade –aliás garantido na nossa Constituição Federal.”
“Se houver participação de outros países e outras empresas que não aquelas brasileiras, seguramente é violação de soberania, sem dúvida. Como é violação de direitos humanos”, disse a presidente.
Dilma também citou que o governo terá como prioridade aprovar na Câmara e posteriormente no Senado o marco civil da internet. A legislação pretende regular o uso de internet no Brasil, mas encontra-se parada na Câmara após uma série de votações malsucedidas no fim do ano passado.
“Vamos dar uma revisada porque uma das questões que devemos observar é onde se armazenam os dados. Porque muitas vezes os dados são armazenado fora do Brasil, principalmente o do Google. Queremos obrigatoriedade de armazenamentos de dados de brasileiros no Brasil. E fazer revisão para ver o que pode garantir melhor a privacidade”, disse a presidente. (TAI NALON, BRENO COSTA, FLAVIA FOREQUE e JOHANNA NUBLAT)

Obama segue os passos de Bush?, por José Dirceu

O escândalo do monitoramento de conversas telefônicas e virtuais pelo governo dos Estados Unidos nos faz questionar se o governo Barack Obama é uma continuidade da gestão de seu antecessor, George W. Bush, que se tornou um símbolo do belicismo imperialista norte-americano. O mais grave é que Obama foi eleito justamente como um sinal de que grande parte do eleitorado rejeitava as guerras e o vale-tudo dos “falcões” republicanos de Bush.
A decepção com Obama é um duro golpe para o setor mais progressista da política norte-americana. Ao reproduzir a mentalidade e os métodos dos republicanos, os democratas perdem o apoio de seus eleitores sem conquistar, no entanto, votos do lado adversário. Afinal, os conservadores não só aceitam o estado policial, como querem seu recrudescimento.
Aqueles que depositaram suas esperanças em Obama não compreendem as ações de espionagem incompatíveis com a democracia conduzidas por seu governo. O monitoramento só se tornou de conhecimento público depois que um funcionário com acesso a documentos que comprovavam a existência da rede de espionagem os vazou aos jornais “The Guardian” e “Washington Post”.
O mundo inteiro ficou sabendo que o governo dos Estados Unidos pode monitorar e-mails, vídeos, fotos e conversas ocorridas com o uso de servidores do Google, Facebook, Apple, Microsoft e Yahoo!,entre outros.
Além disso, milhões de ligações telefônicas da companhia Verizon eram acompanhadas pelas autoridades federais americanas. E, exatamente como na era Bush, a justificativa para as arbitrariedades do governo Obama é o “combate ao terrorismo”.
A decepção do eleitorado e apoiadores do governo Obama ficou ainda maior quando o presidente resolveu se pronunciar sobre o escândalo. Não pediu desculpas. Pelo contrário: defendeu a espionagem generalizada de cidadãos que não têm como se defender dos eventuais abusos dessa estrutura de monitoramento.
O presidente americano disse que o monitoramento é “legal e limitado” e afirmou que “não dá para ter 100% de segurança, 100% de privacidade e zero de inconveniência”. Ambas as declarações não causariam estranhamento se tivessem saído da boca de George W. Bush.
Obama também disse, como se isso fosse um atenuante, que os telefonemas não estão sendo ouvidos. Segundo ele, o monitoramento aponta – apenas – de qual número partiu a ligação, de onde foi feita a ligação e o período de duração.
 Leia a íntegra em Obama segue os passos de Bush?
José Dirceu, 67, é advogado, ex-ministro da Casa Civil e membro do Diretório Nacional do PT.

Revelações de espionagem nos EUA aumentam pressão sobre Obama
Presidente ainda não falou sobre caso, revelado pela imprensa. Casa Branca defendeu necessidade de monitoramento para barrar terror.
Reuters
A revelação, feita pela imprensa, de que o governo dos EUA espiona telefonemas e atividade online de seus cidadãos colocou o governo Obama na defensiva nesta sexta-feira (7). Aumenta a pressão para que o presidente Barack Obama explique a necessidade dessas práticas.
Obama, que afirma ter a administração mais transparente da história dos EUA, não mencionou os casos em dois encontros com partidários que manteve na noite de quinta-feira, 6 de junho.
Imagem do centro de detenção Camp Delta na base americana de Guantánamo. AFP / Michelle Shephard
Imagem do centro de detenção Camp Delta na base americana de Guantánamo. AFP / Michelle Shephard
Juíza quer ouvir Obama sobre alimentação forçada de presos em Guantánamo

AFP

Uma juíza dos Estados Unidos rejeitou nesta segunda-feira, 8, o pedido de um detento da prisão de Guantánamo em greve de fome para suspender sua alimentação forçada, mas exortou o presidente Barack Obama a se pronunciar sobre o caso.
As autoridades da polêmica prisão militar, situada na ilha de Cuba, admitem alimentar pela força 44 detentos em greve de fome do total de 120 presos.
A greve de fome entrou em julho pelo sexto mês.
A juíza Gladys Kessler explicou em sua decisão que as leis adotadas pelo Congresso dos Estados Unidos lhe impedem de intervir em alguns aspectos da detenção em Guantánamo, entre eles a alimentação forçada dos presos, mas destacou que o presidente Barack Obama é “a pessoa que tem a autoridade efetiva para enfrentar este problema”.
A juíza cita um discurso do presidente de 23 de maio no qual faz referência à alimentação forçada dos detidos em Guantánamo em greve de fome. “É isto que somos? É isto que os Estados Unidos querem deixar para seus filhos?! Nosso sentido de justiça é mais forte que isto” – disse Obama na ocasião.
Kessler lembrou que a Constituição americana concede ao presidente o status de comandante das Forças Armadas: “parece, portanto, que o presidente dos Estados Unidos, como comandante em chefe, tem a autoridade – e o poder – de abordar diretamente a questão da alimentação forçada dos presos em Guantánamo”.
Quatro detidos em Guantánamo – Ahmed Belbacha, Shaker Aamer, Abu Wa’el Dhiab e Nabil Hadjarab – pediram ao tribunal federal de Washington o fim da alimentação forçada imposta aos grevistas de fome.

6 pensamentos sobre “Obama! Barack!?… Bah!!!

  1. George Orwell bem falou, e isto em 1948. Somos todos espionados, dentro e fora do país em que moramos. Acabou tudo, privacidade, respeito, cidadania, ética então nem existe mais.

  2. Pingback: Álvaro - falandonalata

  3. Esse Obama tem a alma branca.
    Paulo Francis, o nosso, diz que o partido Democrata era o partido dos americanos ricos. E o Republicano, dos muito ricos.
    Essa conversinha mole do Obama não engana uma criança de colo. Era melhor ser franco e assumir o problema de segurança deles e dizer que os outros fazem o mesmo. Menos hipocrisia.

  4. Isso, Brown! A falta de atitude em relação a Guantanamo era uma das maiores decepções do governo de Obama, agora essa espionagem veio acabar com o resto de esperança

  5. Ninguem no mundo tem 100 por cento de tudo que Obama falou,,e quem se descepcionou vive de sonhos a realidade mostra outras coisas. Obama foi realista.

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