Hipocrisia

 

Internacional – a hipocrisia internacional é continuar fingindo que Obama representa uma vitória da negritude ao assumir o governo dos Estados Unidos. A cor do presidente nada representa, quem manda mesmo no país dos ianques são os falcões. Comandam as indústrias bélicas, aeronáuticas, e agora com as simpáticas redes sociais têm em mãos, sem esforço, todo o perfil das pessoas (o que gostam, o que desgostam, sonhos, pesadelos, etc.) e podem manipular as mentes mais comodamente. A CIA agradece. Lembra-se das promessas de Obama? Fim de Guantánamo; luta pela paz no Afeganistão e no Iraque; e outras, é incrível o que político promete em campanha, seja nos Estados Unidos ou no Brasil.

Também é hipocrisia internacional ficar repetindo que é preciso parar com o ideal do Irã em ter armas nucleares. Cada país tem sua autonomia. Não é isso que aprendemos? E ali mesmo, pertinho, há Israel, com todo seu poder de fogo, legítimo, lícito – afinal é preciso se defender de inimigos eternos. Mas só Israel pode ter?

Um dia depois de o comandante das Forças Armadas de Israel alertar que o Irã deveria esperar eventos “não naturais” em 2012, um cientista identificado como Mostafa Ahmadi Roshan, de 32 anos, foi assassinado na quarta-feira (10 de janeiro), vítima de um atentado em Teerã, capital do Irã. Segundo a agência Reuters, dois homens em uma motocicleta colocaram uma bomba magnética no carroem que Roshan estava, que explodiuem seguida. Um pedestre também morreu e outro ocupante do carro ficou gravemente ferido.

Roshan era professor de engenharia química em uma universidade de Teerã e trabalhava como supervisor do centro de enriquecimento de urânio de Natanz, onde o Irã estaria, segundo as suspeitas de países ocidentais, desenvolvendo um arsenal nuclear. O cientista é o quarto a ser atacado desde novembro de 2010 (o terceiro a ser assassinado). O Irã culpou os serviços secretos dos Estados Unidos e de Israel pelo atentado. Os Estados Unidos disseram que nada tiveram com o crime, mas Israel se calou. Quem quase se calou também foi a mídia brasileira. Fala muito rapidamente sobre o assunto e pula para acusar o Irã de tentar fazer uma bomba atômica.

Nacional – caiu a fama do Brasil de ter governo e a tal sociedade civil humanistas. Os haitianos chegaram e logo o Antônio Patriota, ministro das Relações Exteriores, chamou a atenção para a insegurança que poderiam causar. Haiti, país mais pobre das Américas, ainda se recupera dos efeitos do terremoto de janeiro de 2010, que destruiu a capital Porto Príncipe e paralisou a economia local, elevando o desemprego e a pobreza, fator principal para a saída de haitianos. Logo após o terremoto todos repetiam em uníssono a necessidade de ajudar o pobre povo haitiano vítima de uma tragédia. Agora criam medidas e usam a retórica para disfarçar, mas querem mesmo é proibir a entrada de haitianos em território brasileiro. Aquela tradição de país que sempre adotou humanitariamente pessoas de outros países é só conversa. Adota alguns, outros na condição de escravos (africanos nos primórdios e bolivianos em pleno século XXI) e haitianos de forma nenhuma.

Protesto na França contra o ataque policial aos moradores do Pinheirinho

E o fim dessa ilusão humanitária se materializa também com brasileiros. A maioria dos moradores da ocupação do Pinheirinho,em São José dos Campos (SP), dormia às 6h da manhã do domingo (22 de janeiro), quando as bombas da Polícia Militar levaram gás lacrimogêneo dentro dos barracos. As 1.700 famílias, cerca de 6 mil pessoas, mal puderam pegar seus pertences quando a operação militar – com o ostensivo contingente de 2 mil policiais, além dos dois helicópteros águia – os colocou para fora de casa embaixo de tiro de borracha. Daí em diante você sabe o que aconteceu mas pode saber detalhes clicando nos links aí abaixo. O fato é que presenciamos pela TV e internet uma das mais cruéis ações policiais contra civis inocentes. Coisa de arrepiar. Prefeitura da cidade e governo do Estado de São Paulo nas mãos de políticos do PSDB, o que nos sugere que os políticos, independente de partido (olha a Bahia, por exemplo!) priorizam mesmo a repressão na hora de resolver greves, desocupação e afins, a negociação fica para outros segmentos da sociedade, banqueiros, por exempo.

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