Quantos ministros terão que cair para a moralização da política?

A presidente Dilma Rousseff passou meses negociando a montagem de seu ministério antes de tomar posse, no dia 1º de janeiro. São 37 os auxiliares diretos da 1ª presidente do Brasil, entre eles ocupantes de secretarias, órgãos especiais e os ministérios propriamente ditos.

Em menos de um mês caíram dois ministros, suspeitos de levar ou facilitar propinas. O primeiro foi Antônio Palocci (em 7 de junho), que já tinha experiência nesse tipo de queda. Caiu no governo de Lula. Agora, cai Alfredo Nascimento.

Quem será o próximo?

Estarrecida, parte da população – pelo menos aquela que ainda mantém o senso crítico – vê políticos suspeitos de crimes serem colocados para fora do ministério e voltarem para o Congresso debaixo de aplausos e discursos emocionados dos representantes do governo. E vão para o Congresso como se tivesse cumprido uma atividade heróica. O Ministério Público, tão cioso e vigilante em outras oportunidades, nada faz. E o cidadão comum honesto também não vê nenhum movimento no Superior Tribunal de Justiça nem no Supremo Tribunal Federal, altas cortes que se não forem provocadas permanecem em inércia.

A presidente Dilma tem a grande chance histórica de moralizar o governo e dar um basta em doar ministérios – como Lula fez – para políticos interessados apenas em ficarem bilionários.

Se Palocci já havia espantado a nação se enriquecendo velozmente sem justificativa séria, que pudesse ser dita aos quatro cantos, tomou um choque ao saber que o filho do ministro Alfredo Nascimento (Transportes), Gustavo de Morais Pereira faz de Palocci “fichinha” ou seu pai é do tipo que faz milagres.

O Gustavo (na foto) se tornou empresário aos 18 anos de idade e aos 21 já era sócio de uma das mais importantes empreiteiras do Amazonas, a Forma Construções Ltda.

Dois anos depois, os ativos da Forma, cujo capital social não passava de R$ 60 mil, já somavam R$ 52 milhões.

Aos 21 anos, Gustavo comprou por R$ 300 mil um Centro de Estudos que era dono de um terreno de 51 mil metros avaliado em R$ 30 milhões.

A oposição desconfia que o filho seria uma espécie de “laranja” do ministro dos Transportes, por isso quer investigar o caso em CPI.

Está na hora de um basta. É muita corrupção!

5 pensamentos sobre “Quantos ministros terão que cair para a moralização da política?

  1. Se há uma pessoa muito decepcionado com o tal PT, sou eu. Acredite tanto que o PT fosse diferente dos outros partidos e no final vejo que é até pior.

  2. É… Há muitos anos, um amigo me disse: “para resolver, só a bomba”. Achei graça, mas quase 40 anos depois, acho que ele tem toda a razão. De preferência com o congresso lotado em um dia de sessão importante. É o único jeito de mudar. A descaração é muito grande e a impunidade, maior. Delegado federal é execrado e perseguido por prender corrupto de colarinho branco, pense no resto.

  3. Pingback: big brown_ « falandonalata1

  4. A roubalheira tem que diminuir – acabar é impossível – pelas vias democráticas. Quando a Justiça for mais célere e rigorosa e os eleitores mais críticos e interessados com os rumos do seu país, isso certamente ocorrerá. Corrupção só se combate com conscientização, transparência, aperfeiçoamento institucional e mais democracia. Sangue é para os fanáticos e autoritários.

    A moralização da política brasileira poderá ser o grande legado de Dilma. Para isso, porém, ela terá que agir de modo implácavel com os malfeitores, como não fez no caso Palocci e como ensaia fazer no caso Alfredo Nascimento. A correção no trato da coisa pública precisa ser resgatada após o governo do imperador Lula, que reiteradas vezes atacou os órgãos de fiscalização, afrontou a legislação eleitoral e passou a mão na cabeça da companheirada. É triste, mas a ética e a moral tornaram-se bandeiras dos “conservadores” – é assim que os petistas patológicos qualificam os que criticam o patrimonialismo e se preocupam com os destinos do dinheiro público.

    Antes de melhorarmos, contudo, muitas cabeças ainda irão rolar. Pedro Novais, ministro do Turismo, e Edison Lobão, ministro de Minas e Energia, só para citar dois nomes, são bombas prestes a explodir.

  5. Não, todos podem cair e serão substituídos por outros tão ou mais corruptos.
    A questão é outra: Quando o povo vai se levantar e acabar com esta roubalheira sem controle do nosso dinheiro? Infelizmente, é preciso sangue.

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