A TARDE: reunião na Superintendência Regional do Trabalho tenta resolver impasse

É período de festas juninas, mas os trabalhadores de A TARDE continuam batalhando por um reajuste que pelo menos cubra as perdas salariais. E quando o blog fala em trabalhadores não quer dizer todos. Talvez a maioria esteja na batalha, no apitaço, nas assembleias, nas passeatas e atenta às negociações. Alguns não participam de nada disso, mas ficam por ali, tentando saber se o salário terá reajuste. E outros não querem saber de problemas com os patrões, entendem que ficando quietos asseguram o emprego. São pontos-de-vista.
O blog reproduz o boletim enviado pelo Sinjorba. Vamos, então, à leitura.

BOLETIM – 22/06/2011
Representantes dos sindicatos dos jornalistas e da área administrativa participaram de reunião, hoje (22 de junho) pela manhã, na Superintendência Regional do Trabalho, na tentativa de sair do impasse que mantém, desde o dia 7, os trabalhadores de A Tarde em estado de greve. No encontro, que contou com a participação do diretor Edivaldo Boaventura, o advogado da empresa, Rui João, pediu a palavra, começando por falar do desaquecimento do mercado publicitário baiano e das “extremas dificuldades” que enfrenta A Tarde, para, finalmente, dizer que a empresa “já se decidiu”: a proposta é dar 1,62% de reajuste e não avançar “nem um centímetro”. ‘Mesmo que não haja acordo, a empresa fará esse depósito na conta e ponto’, disse, textualmente, o advogado.
Após argumentações das duas partes, o mediador Ivan Pugliese sugeriu que fosse levada às instâncias decisórias – tanto de patrões quanto de trabalhadores – a proposta de 1,62% de reajuste, retroativo a maio, mais as cláusulas sociais, e um prazo de 120 dias para que haja uma nova rodada de negociação em relação à complementação do índice e aos benefícios sociais. O mediador lembrou, também, que nas recentes negociações entre empregados e patrões, feitas na superintendência, o índice mínimo definido foi o que tem por base o INPC: 6,3%. Uma nova audiência de conciliação foi marcada para o dia 29, às 15h30.
Mas à tarde, em assembleia realizada no pátio do jornal, os trabalhadores de A Tarde disseram NÃO à proposta do mediador. Com a maioria absoluta, o voto vencedor foi o de não abrir mão do índice mínimo de 6,3%¨, que apenas cobre a inflação desse último ano. O argumento dos trabalhadores é que a falta de confiança na empresa impede a postegação da negociação e que a dignidade dos profissionais está sendo aviltada pelo longo período de acordos não-cumpridos, sem reajustes salariais, sem plano de cargos e salários, de carga horária excessiva e acúmulo de funções. O índice de 6,3% é o mínimo aceitável para minimizar as perdas salariais dos últimos três anos.
Será esta, então, a proposta que os sindicatos de jornalistas e dos empregados da administração levarão à Superintendência Regional do Trabalho, no dia 29. Até lá, a mobilização continua: na terça-feira, mais um apitaço e caminhada marcarão o movimento.

 

 Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado da Bahia (Sinjorba)
Sindicato dos Empregados em Administração de Empresas de Jornais e Revistas do Estado da Bahia (Sadejorba)
Sindicato dos Gráficos do Estado da Bahia (Sindgráficos)

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