Prefeitura admite que errou. Sinos de Santana estão livres para badalar

Como era de se esperar, depois que o jornal A TARDE e alguns sites e blogs, entre eles este aqui, falaram do absurdo que a Prefeitura anunciara: autuar a Paróquia de Santana por causa do barulho do badalar dos seus sinos, a repercussão foi grande. Nem a classificação do Bahia para a Série A abafou o caso. E não era pra menos. Em uma cidade onde o barulho de música ruim parece ser liberado, a Sucom iria investir logo contra o badalar dos sinos? O artigo do José Barreto pegou o absurdo da situação e pedagógica e historicamente botou os pingos nos ii. Tão bem que no dia seguinte A TARDE publicou nova reportagem, desta vez com o titular da Sucom fazendo o mea culpa. No Facebook e aqui, no blog, tivemos a resposta imediata do secretário de Comunicação,  jornalista Diogo Tavares, ratificando que foi mesmo um equívoco da Sucom. Você pode ver o que diz o secretário em comentário na postagem anterior. E o link do Facebook está aqui (Diogo Tavares: Na verdade, caro Bonfim, foi um erro da Sucom e a autuação já foi cancelada. Abração, brother). Veja também no comentário da postagem anterior o sarro que a jornalista Socorro Araújo tira do blogueiro. Beleza de terra esta, denúncia, crítica e bom humor, então Sr. Prefeito e Sra. Sucom, deixemos os sinos cumprirem a sua função!
Leia o texto publicado pelo o A TARDE:
A TARDE – 14/11/2010
Página A9
Prefeitura de Salvador afirma que autuação de igreja foi equívoco
 Texto de: Rafaela Anunciação
 Depois da reportagem publicada em A TARDE, ontem, sobre a autuação, por poluição sonora, da Paróquia de Santana (Rio Vermelho), pela Prefeitura de Salvador, devido às badaladas do sino da igreja, o prefeito João Henrique Carneiro (PMDB) decidiu voltar atrás na decisão.
Segundo o coordenador de comunicação da Arquidiocese de São Salvador da Bahia, padre Manoel Filho, o prefeito pediu que o Superintendente de Controle e Ordenamento do Solo (Sucom), Cláudio Silva, entrasse em contato, na manhã de ontem, com o arcebispo de Salvador e primaz do Brasil, dom Geraldo Majella Agnelo, afirmando que a autuação foi um equívoco. “Ele disse que deseja que os sinos continuem tocando, pois além de ser um símbolo religioso, é, também, uma representação da manifestação cultural da nossa cidade”, declarou o padre.
Explicação
De acordo com o superintendente Cláudio Silva, não houve intolerância religiosa na ação. Segundo ele, os fiscais realizaram a medição baseados na Lei Municipal de Combate à Poluição Sonora (n° 5.354/98), que estabelece os limites de 70 decibéis, das 7h às 22h, e de 60 decibéis, das 22hàs7h. Porém,ele ressaltou que “houve um equívoco por parte dos profissionais”, pois a mesma lei determina que as badaladas dos sinos de igrejas e templos religiosos não estão sujeitos às proibições, desde que sirvam exclusivamente para indicar as horas ou anunciar a realização de atos ou cultos religiosos.
“A Sucom não vai proibir que os sinos sejam tocados e as construções instaladas nas proximidades das Igrejas de qualquer segmento religioso devem entender e respeitar que cada instituição tem seus símbolos e suas formas de realizar os encontros, independentemente de serem missas ou cultos”, declarou Cláudio Silva.
“Esperamos que problemas como esse não aconteça mais, afinal nossa cidade possui outras prioridades”, disse o padre Manoel, enfatizando os projetos realizados pela igreja, como o que pretende ensinar jovens aprendizes a tocar os sinos.

Um pensamento sobre “Prefeitura admite que errou. Sinos de Santana estão livres para badalar

  1. Meu receio é que isso tenha sido só uma armação para que os templos evangélicos que no governo de João aumentaram significativamente sem perseguições como havia prometido o Prefeito após as eleições num programa do Justo,candidato derrotado a governador na última, e aí eles que perturbam não com badaladas, mas com todas as sessões de “descarrego” que fazem, várias vezes por dia,e perturbam muito mais indiscutivelmente,portanto temo que isso os respalde como alíbi, para que se defendam de denúncias futuras contra os freqüentes e perturbadores abusos sonoros em bairros periféricos. E os danos são maiores porque a todo dia a Sucom burla o processo interno de liberação de alvarás para construção de templos usando artifícios tais como pedir licença para construção de templos e depois com a conivência do Prefeito/pastor, se “adequam” ilegalmente à legislação vigente, um abuso e indignação para muitos como EU!

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