Mais que patrulhamento

Nem sou do time marineiro, mas acho incrível como se tenta cercear as pessoas e trajetórias. Recebi e-mails de amigas e colegas com ampla publicidade para texto do professor Maurício Abdalla, professor de filosofia da UFES. O filósofo recorre à obra de Caymmi – “Marina você se pintou” – para dizer que Marina deveria ter ficado quietinha lá no mato. E nossos melhores quadros aceitam sem nenhuma reclamação e até se sentem protegidos.
Claro, se Marina estivesse no time de Lula seria saudada como “a primeira presidenta, mulher, negra, pobre, ecologista, etc.”
Como não é do time, então justifica-se seu sucesso nas urnas com supostas benesses concedidas pela “zelite”.
Não seria mais honesto admitir que a candidata superou as expectativas, inclusive das pesquisas, e foi o fato novo dessa campanha?
Isso é mais que patrulhamento. É cegueira mesmo. O pessoal das letras fala tanto em democracia, mas só aceita se só for para o seu lado.

4 pensamentos sobre “Mais que patrulhamento

  1. A questão, querida Help, não é uma disputa de torcidas. “Ah, se não for assim é porque você é Serra” ou “Você é dilmista”.
    Para mim, o debate precisa existir sempre, só isso, rótulos não importam. E me sinto tranquilo para falar disso porque sou contra o programa tucano, nunca aprovei e não votaria em propostas que visam a industrialização e o crescimento só para áreas onde o capitalismo se desenvolveu, sul e sudeste. Mas quero o debate. Infelizmente o fundamentalismo dos dois lados impede isso e obriga as pessoas falar só do candidato em si, como se eles se governassem! e cada cande passa a falar das duas pessoas – como se uma fosse uma santa guiada pelo deus – e o outro o demônio, guiado pelo satã da privatização. É tudo muito ridículo. Mas quero o debate. Infelizmente o fundamentalismo dos dois lados impede isso e obriga as pessoas falar só do candidato em si, como se eles se governassem! Como se uma fosse uma santa guiada pelo deus – e o outro o demônio, guiado pelo satã da privatização. É tudo muito ridículo. Então, Voltaire neles ”Não concordo com uma palavra sequer do que dizes mas defenderei até a morte o vosso direito de dizê-las”.

  2. Bomfim,

    Votei em Marina, é mesmo a nossa Silva do futuro, mas, sem dúvida, serviu aos interesses de boa parte da elite que não quer Dilma como presidente. Serviu como nós servimos todo santo dia. Porque eles, com suas mídias “isentas”, sabem se apropriar daquilo que é legítimo, popular e lhes interessa. Esta é uma discussão interessante. Veja lá no Biscoito Fino. A caixa de comentários tá bem interessante.

  3. Pingback: big_brown | nalata60

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