Cine-debate com entrada gratuita no Instituto Junguiano da Bahia

Para quem busca autoconhecimento através da arte, um programa imperdível é assistir ao cine-debate que acontece periodicamente no Instituto Junguiano da Bahia, no bairro de Brotas. O cine-debate segue um calendário que se encontra no site do instituto, (www.ijba.com.br). O evento é realizado sempre às quintas-feiras, às 18 horas, quando é projetado o filme, e às 20 horas inicia-se o debate. Para cada filme há um profissional que prepara o debate e mobiliza as pessoas para, independentemente de terem ou não um conhecimento prévio da psicologia de C. G. Jung, absorver essa teoria na análise do filme.
O objetivo do debate é passar, de forma leve e numa linguagem adequada a um público misto, as noções do modelo da psicologia de D. G. Jung. No próximo dia 10 de junho, a psicóloga junguiana Ana Farias debaterá o filme Elephant, de 2003, ganhador da Palma de Ouro no Festival de Cannes.
Abaixo, o professor Carlos Sampaio, que dirige a instituição, faz um breve histórico a respeito do surgimento do instituto e do cine-debate:
A Abordagem junguiana da Psicologia nos cursos Universitários do Estado da Bahia, era praticamente desconhecida nos meios acadêmicos na década de 90. O único curso de Psicologia existente, ministrado pela Universidade Federal da Bahia, era predominantemente influenciado por três correntes: Psicanálise Freudiana, Comportamentalismo e Gestalt. Este desconhecimento começou a ser superado em 1995 quando foi criado no Instituto Junguiano da Bahia o I Curso de especialização Lato Sensu em Psicoterapia Analítica, imediatamente colocado sob a chancela da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública, mantida pela Fundação para o Desenvolvimento das Ciências. Com esse compromisso de pioneirismo, tivemos a preocupação de divulgar a Psicologia de C. G. Jung a todos que pudessem ter interesse pelo mundo das artes. Em 1998 lançamos o cine-debate discutindo o recém lançado filme: O advogado do diabo, com Al Pacino e Keanu Reeves.
O que nos fez escolher os filmes?
Assistir a um filme é um dos rituais profano. Ele é profano no sentido de que sua dimensão simbólica está implícita ou inconsciente. Mas todos os aspectos do ritual estão presentes. O fato de esperar em fila já começa a pôr o ego à prova. Não há nada para fazer, a não ser comer pipoca, enquanto se espera numa fila. A vontade individual vai para o Segundo plano e nossa mente se torna mais aberta às impressões aleatórias. Passo a passo você se aproxima do limiar do interior, tanto do cinema como do si-mesmo. Nesse momento, a alma está preparada para ser levada de volta às suas bases. Aí, como diz Mircea Eliade, entramos no voo da fantasia mítica. Esse foi um dos motivos dessa escolha.

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