Para combater a pedofilia é preciso haver justiça

A cada dia, a cada momento, comprovamos que neste país a Justiça tarda e falha. Em Salvador, um exemplo claro disso. Acusado de pedofilia (as provas são tantas que chamá-lo de suspeito é brincar com o bom senso) e preso na semana passada, Carlos Eduardo Vilares Barral – advogado do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Salvador (Setps), e um dos ex-proprietários do extinto Jornal da Bahia – já está em sua confortável residência, no 10º andar do Edifício Mansão Carlos Costa Pinto, no Corredor da Vitória. Ficou pouco mais de 48 horas na cadeia. Seus caros advogados conseguiram que o Judiciário transformasse a cadeia em prisão domiciliar. Vídeos não devem faltar para o Barral ver.

Carro da polícia à porta do prédio de Carlos Barral ontem, dia 11

Ontem (segunda-feira, 11 de janeiro) os policiais escalados para ficarem em frente ao edifício mansão protagonizaram cenas hilárias. Como não receberam fotografia do acusado, declararam aos jornais que não “conheciam o cara”. Quer dizer, o prisioneiro domiciliar poderia sair do prédio e não ser incomodado.

Comando de greve tira o carro do edifício mansão e o leva para a Piedade

Depois, chegou o comando de greve da Polícia Civil, colocou adesivos no carro e acabou com a campana. Segundo reportagem do jornal Correio, contrariando os fatos, o delegado-geral da Polícia Civil, Joselito Bispo, negou que a vigilância sobre Barral tenha sido interrompida pela ausência do veículo, levado para o protesto na Praça da Piedade. “Está tudo sob controle. Barral está em casa, não aconteceu nada. Estamos tomando todas as medidas necessárias para a vigilância”, afirmou Bispo. “O prazo para a prisão domiciliar de Barral termina nesta terça-feira (12) e agora, o caso está à disposição da Justiça”, acrescentou. Joelson dos Santos Reis, delegado da Polinter – onde Barral ficou preso antes da concessão da prisão domiciliar -, no entanto, diz que ainda não havia recebido instruções até a manhã desta terça-feira sobre como proceder na vigilância do advogado. “Eu enviei ontem um comunicado ao delegado-geral perguntando como deveria ser o procedimento e até agora não recebi nenhuma resposta”, disse. Barral vinha sendo investigado pelas maracutaias descobertas pelo Ministério Público na Agerba. Figura importante no esquema de desvio de verbas, Barral teve seu computador apreendido pela polícia. Quando foram analisar as provas na CPU encontraram muito mais: milhares de fotos de crianças em poses eróticas. Vem aí o Carnaval, e os governos, o Judiciário, gente séria e acima de qualquer suspeita em voz imperativa pedirão aos cidadãos e cidadãs que colaborem no combate à pedofilia. Só não dirão que se o acusado for um sujeito rico escapará facilmente do castigo. Se for pobre, bem aí a cadeia o aguarda.

Um pensamento sobre “Para combater a pedofilia é preciso haver justiça

  1. Barral é um trambiqueiro. Tem mais de 4 empresas com laranjas.Explora a filha nas empresas, que é meio doida. Distribui propinas dentro de revistas e entregua pra juizes e oficiais de justiça. Tem que apreender é o PC da sócia dele. Ali tem coisa do arco da velha.

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