As formas de se publicar um “release”

E os jornais de Salvador, qual o papel nesse momento de inércia judiciária?

O Correio (da Bahia) definitivamente adotou a linha popularesca, na qual repete uma linguagem muito mais identificada com aquela falada pela bandidagem do tráfico. Quem espera a colaboração da mídia na luta pelos direitos humanos, combate ao crime e avanço na qualificação da educação e bons costumes  pode descartar o Correio, seus dirigentes parecem que fazem um jornal sem planejamento, apenas sobrevivendo dia a dia.

A Tribuna da Bahia vai lutando heroicamente. Com menos verba de patrocínio do que os seus rivais, tenta cumprir mais fielmente os preceitos do jornalismo. Continua sendo uma boa escola para jovens estudantes de jornalismo, ávidos por estágio.

A Tarde, que poderia desempenhar um papel importante, elevando os salários dos jornalistas e fazendo um jornalismo de maior profundidade em temas que tocam mais a cidadania, a sociedade, e com isso obrigar os concorrentes a fazerem o mesmo, vive numa acomodação sem sentido. Edições burocráticas, muitas vezes equivocadas (este ano a procissão de Bom Jesus dos Navegantes, por exemplo, ficou nas Últimas, perdendo espaço na capa para tragédia em Angra, Daniela Mercury no Porto da Barra e outras notícias).

No dia 21 de dezembro chamou atenção na página de Opinião artigo do dirigente principal da SEI, que era nada mais que um balanço da instituição no ano. O balanço, na terra natal do dirigente – Vitória da Conquista – se transformou em panfleto, já que o superintendente é candidato a deputado estadual. E não foi o primeiro, os outros artigos todos publicados em Opinião viraram panfletagem. Ingênuo (?) o editor da página dissera há uma semana que “depois que o jornal deixou de receber release muitos tentam escoar a produção para Opinião”. Ora, Sr. Editor, no caso da SEI o release foi escrito na própria página pelo próprio superintendente do órgão governamental. Mas tudo se explica porque no domingo, 20 de dezembro, A Tarde trouxe em anexo suplemento exatamente da… SEI. Lembrei logo de um filme exibido há uma semana no Premium: “Pagando bem, que mal tem?”

2 pensamentos sobre “As formas de se publicar um “release”

  1. é nois na fita, compadre…
    vc continua com a taca afiada,
    metendo bronca no couro da cabrita
    vôte !!!
    alf

  2. Pingback: se ligue no brown «

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