Neguinho do Samba

O ano era 1979, ditadura militar jogando duro e o Olodum surgindo para a história da cultura dessa cidade que não para de criar. Neguinho, ainda não era do Samba, junto com outros integrantes da associação que anos depois seria famosa internacionalmente, batia um papo com os estudantes de Vitória da Conquista, moradores da residência onde hoje é o Hotel Solara, ao lado da Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos. É dali que me vem as lembranças do Neguinho do Samba. Neste blog a homenagem à sua trajetória – espalhando música na crueza social e política para sair da exclusão – que alegrou muita gente.
A homenagem inclui texto do jornalista César Rasec, feita originalmente no BahiaJá. Por fim, Michael Jackson, o gênio do pop-rock, nos arranjos musicais do Olodum de Neguinho do Samba.
Neguinho do Samba - cortejo - I - 031109 - 300

Cortejo de Neguinho do Samba reúne músicos do Olodum e do bloco afro Ylê Aiyê no Pelourinho, em Salvador (Foto: Edgar de Souza/Divulgação) – em 03 de novembro de 2009

O eterno e genial batuque de Neguinho do Samba
César Rasec
Dos sons tirados nas bacias de dona Nilza, sua mãe, à fama internacional, o maestro ritmista Neguinho do Samba conseguiu por meio da música, especialmente do samba-reggae, mostrar que é possível ser destacado ator social sem dar as costas para o espaço urbano local.
Neguinho do Samba - com cover de Michael Jackson - 08-2009

Neguinho do Samba (dir.) comanda o Olodum – com um cover de Michael – durante homenagem feita no Pelourinho, em Salvador, em agosto deste ano, após a morte de Michael Jackson (Foto: Edgar de Souza/Divulgação)

E assim ele fez em vida, no Pelourinho, reduto do Olodum. Mas a sua história não fica restrita ao Olodum. Rapaz irrequieto, transitou pelas baterias dos blocos de índio Comanches e Apaches do Tororó. Eram tempos de dificuldades, de boemia, de sonho, de busca por uma identidade cada vez mais baiana. O sonho era viver de música.
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2 pensamentos sobre “Neguinho do Samba

  1. Pingback: brown qué o cara!!! «

  2. Bela homenagem, Brown. Rasec foi brilhante ao ressaltar a genialidade de Neguinho do Samba, que soube transformar toda a adversidade em resistência e inspiração para a criatividade. E, o que é melhor, sem sair do cenário local, sem abandonar a galera do Pelô que via nele um protetor. Neguinho do Samba fez a diferença e sua marca permanecerá na música, na arte como um todo, na educação e na autoestima dos jovens negros, sobretudo das mulheres que ele tanto valorizou.

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