Pragmatismo político

Entrevista coletiva de ontem (11/11) que anunciou o novo secretário de Wagner

Entrevista coletiva de ontem (11/11) que anunciou o novo secretário de Wagner

Há pouco mais de um mês pessoas bem intencionadas manifestavam seu repúdio pelo tom da campanha do candidato Roberto Muniz, do PP, contra a candidata Moema Gramacho, do PT. O repúdio vinha em conseqüência do nível rasteiro utilizado para tirar votos da candidata. O resultado das urnas, com a reeleição de Moema, foi a demonstração perfeita de que a tática ou a falta de escrúpulos não foi aceita pelos eleitores. Bom para a ética.

No entanto, trinta e sete dias depois, o governador Wagner e sua equipe demonstram que pouco importou o que aconteceu na campanha e o que vale mesmo é o tal pragmatismo político. Trazer o PP para a base do seu governo é compreensível, dentro do que se estabeleceu no modo petista de governar, mas não poderia ser outro ou outra secretariável? As feridas abertas durante a campanha – na qual, em carreata, partidários do Roberto Muniz desfilaram com um caixão simbolizando a morte da adversária – estão bem vivas.

Com tantos motivos para comentários nas páginas de política, o assunto rendeu nos sites e blogs, ontem à tarde e nos jornais impressos de hoje.

Ressalto a nota dos petistas de Lauro de Freitas – “Em 2004, saímos vitoriosos do pleito municipal com a nossa candidata à Prefeitura Moema Gramacho, que encontrou na força da nossa militância energia para enfrentar a campanha machista, difamatória e irresponsável da panelinha formada por João Leão e Roberto Muniz. Em 2006, fomos fundamentais, como os demais municípios baianos, na sua eleição para governador da Bahia, que contou com franca oposição dos parlamentares pepistas”, diz parte da nota – publicada no blog Política Livre. 

É um assunto que ainda vai dar muito pano pra manga.

Respondi, no Mídia Baiana, a um comentário de Mônica Bichara, e reproduzo aqui:

Em nome do pragmatismo político estão praticando todo tipo de licenciosidade partidária. E o eleitor, como fica? E o próprio governador, que garantiu ao assumir que seu governo seria formado por quem “comeu sal e poeira” ao longo de sua jornada? Será que o “companheiro” Roberto Muniz provou desse menu? E o machismo canalha escancarado na campanha contra a adversária desaparece assim da noite pro dia? Em A Tarde, de hoje (13/11), há uma excelente reportagem de Patrícia França com a prefeita Moema Gramacho. Acompanha a matéria uma nota de petistas de Lauro de Freitas, insatisfeitos com a escolha de Jaques Wagner.

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