Nasi, quase “interditado”

que eu sou uma pessoa capaz

A verdade era uma só: que eu sou uma pessoa capaz

Desde o início essa história me deixou intrigado. Na MTV, eu via o Rock-Gol e Nasi – chamado de Wolverine por motivos óbvios – era uma das estrelas. Como considerá-lo, então, “interditado”, como pretenderam seus próprios pai e irmão?

O resultado da Justiça foi positivo ao Nasi, que volta a exercer seus plenos direitos de cidadão. Veja o texto publicado na Folha Online.

ilustrada

 08/10/2008 – 15h02

“Quiseram me transformar num Maradona”, diz Nasi; ouça o cantor

MIGUEL ARCANJO PRADO
da Folha Online

Saído do que chamou de “furacão”, o cantor Nasi (Marcos Valadão Rodolfo, 46), ex-vocalista do grupo Ira!, afirmou estar satisfeito com o resultado da Justiça, que considerou improcedente o pedido de interdição sua feito por seu pai, Airton Valadão Rodolfo, cujos advogados não comentam a decisão.

A interdição é um ato judicial pelo qual se declara a incapacidade de determinada pessoa de praticar certos atos da vida civil.

Em conversa com a Folha Online, por telefone, no começo da tarde desta quarta-feira (8), o músico disse que não pretende voltar ao Ira! nem retomar relações com o irmão, Airton Valadão Rodolfo Junior, empresário da banda. Ouça:

“Quiseram me transformar num Maradona, mas não deu certo”, afirmou, fazendo referência aos problemas com as drogas enfrentados pelo craque argentino.

Nasi disse ter acreditado sempre na Justiça e revelou que foi examinado por três psiquiatras forenses, que constataram sua sanidade mental. O caso recebeu apreciação de dois juízes.

“Já sei dessa notícia há 20 dias. A decisão foi proclamada no mês passado. Fiquei em silêncio para não ferir o segredo de Justiça. Agora que vazou eu posso falar. Sempre estive muito tranqüilo. Sempre foi claro para mim a competência dos juízes. A verdade era uma só: que eu sou uma pessoa capaz”, disse o cantor, que se diz vítima de uma “trama”.

Sobre a relação com o pai, ele disse que não o vê desde o Dia dos Pais de 2007, dois meses antes de ser aberto o processo.

“Ele não falou comigo. Ele ficou do lado do filho rico”, afirmou.

Questionado se existe a possibilidade de reaproximação com seu pai, o músico disse que “depende mais dele [do pai]”. Já a relação com irmão Nasi disse estar acabada para sempre. “Acabou totalmente”.

Nesse período de disputa judicial que durou um ano, ele encontrou apoio em parentes, amigos e vizinhos. Bem articulado, lembrou o filósofo alemão Friedrich Nietzsche (1844-1900) ao comentar sua atual situação: “O que não me matou me tornou mais forte.”

O músico disse que pretende continuar a carreira solo, que “está indo muito bem”. “Voltei com meu programa de rádio, faço uma média de seis a oito shows por mês, gravo pela [gravadora] Deck em abril um novo disco, estréio no cinema em fevereiro, e ainda vou ter um desenho na MTV. Se eu estava mal como eles estavam falando, imagina se eu estivesse bem”.

Nasi faz show em São Paulo no próximo sábado (11), às 22h, no Kazebre Rock Bar (av. Aricanduva, 12.011, Jardim 9 de Julho, São Paulo; tel. 0/xx/11/2012-9299; R$ 10 –antecipado; preço no dia ainda não definido).

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