Finito e infinito

Marcinha Rodrigues partiu em 6 de outubro

Oito dias depois da partida de Marcinha Rodrigues a ficha ainda não caiu. Toda a razão para Kátia Borges (Madame K) que falou, ainda no cemitério, da falta que Marcinha nos faria sentir tanto na chamada vida real quanto na blogosfera.
 
Verdade, sistematicamente clicamos no Sarapatel e é então que vem a lembrança da partida da autora do blog. A saudade aumenta, a falta de explicação que a morte causa, como se tripudiasse daimpotência humana ante esse fenômeno, e terminamos clicando em links. Chegamos ao Antigo Sarapatel e então fazemos a inevitável comparação dos meses de 2007 e 2008. O que separa o tempo, onde está o hiato de finitude e o infinito? 

Quem sabe?

Um pensamento sobre “Finito e infinito

  1. Andei um pouco pelo blog dela e vi , num determinado trecho, uma bela imagem de um barquinho solitário. Me lembrou uma cena do início de um filme que assisti recentemente, Ao entardecer, com a belíssima, ainda, Vanessa Redgrave. É um filme com reflexões sobre a morte e a vida. Tente assistir. E pense nela como aquela personagem do filme, naquele barquinho, indo ao seu talvez mais importante encontro.
    Lembra do poema de Vinicius?

    “Para isso fomos feitos:
    Para lembrar e ser lembrados
    Para chorar e fazer chorar
    Para enterrar os nossos mortos —
    Por isso temos braços longos para os adeuses
    Mãos para colher o que foi dado
    Dedos para cavar a terra.
    Assim será nossa vida:
    Uma tarde sempre a esquecer
    Uma estrela a se apagar na treva
    Um caminho entre dois túmulos —
    Por isso precisamos velar
    Falar baixo, pisar leve, ver
    A noite dormir em silêncio.
    Não há muito o que dizer:
    Uma canção sobre um berço
    Um verso, talvez de amor
    Uma prece por quem se vai —
    Mas que essa hora não esqueça
    E por ela os nossos corações
    Se deixem, graves e simples.
    Pois para isso fomos feitos:
    Para a esperança no milagre
    Para a participação da poesia
    Para ver a face da morte —
    De repente nunca mais esperaremos…
    Hoje a noite é jovem; da morte, apenas
    Nascemos, imensamente.

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